ELEIÇÕES 2026
Com 4,3 milhões de inscritos, canal “Exército do Lula" volta ao ar
Grupo pró-Lula no WhatsApp foi alvo de uma ação da Justiça Eleitoral



O canal "Exército do Lula", criado no WhatsApp para divulgar conteúdos de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou ao ar na noite de quarta-feira, 14, após a campanha petista regularizar o registro da página no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com 4,3 milhões de inscritos, o canal é administrado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG).
A retomada definitiva do canal ocorreu após o cumprimento de uma determinação do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que havia ordenado a suspensão da ferramenta por 48 horas.
Entenda a disputa judicial
Nos últimos dias, o canal pró-Lula foi alvo de decisões judiciais conflitantes.
No sábado, 11, Nunes Marques determinou a suspensão da página. Horas depois, a decisão foi derrubada pelo corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou a retomada das atividades.
Na terça-feira, 13, ao reexaminar o caso, Nunes Marques voltou a determinar a suspensão do canal.
O ministro justificou a medida pela falta de comunicação formal do endereço da página à Justiça Eleitoral e estabeleceu que ela só poderia voltar a funcionar após 48 horas.
O canal, porém, foi reativado antes do fim desse prazo, após a campanha de Lula regularizar o registro junto ao TSE.
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A suspensão do canal petista também motivou um pedido de isonomia da campanha de Lula ao TSE.
A equipe do presidente solicitou que a mesma medida fosse aplicada ao "Tropa do Flávio", canal de WhatsApp de apoio ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que permaneceu ativo enquanto a página petista estava fora do ar.
A Justiça Eleitoral, no entanto, não penalizou o canal bolsonarista.


