ELEIÇÕES 2026
João Roma defende impeachment de Moraes: "Ninguém acima da lei"
Candidato ao Senado pelo PL afirma que há elementos que devem ser investigados



O candidato ao Senado, João Roma (PL), defendeu a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o liberal, os fatos que vieram a público envolvendo Alexandre de Moraes devem ser analisados por meio de uma investigação. O candidato afirmou que eventual impedimento deve ocorrer somente após a apuração e a comprovação de responsabilidade.
“Diante dos fatos que vieram a público envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, considero que existem elementos graves que precisam ser investigados com absoluta seriedade e independência”, declarou.
Roma cita direito de defesa
Ao defender a abertura do processo, João Roma afirmou que o ministro deve ter assegurados o direito de defesa e o devido processo legal.
“Por isso, defendo a abertura do processo de impeachment, assegurando, naturalmente, o direito de defesa e o devido processo legal. Se comprovada a responsabilidade do ministro, que seja determinado o seu impedimento. Ninguém pode estar acima da lei, e defender isso é também defender a democracia”, acrescentou.
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O presidente do PL na Bahia já havia manifestado posição semelhante em relação a integrantes do Supremo. Em declaração anterior, Roma afirmou que eventual punição deveria ocorrer caso uma investigação comprovasse a responsabilidade de algum ministro.
“Defendo uma investigação séria e isenta. Se ficar comprovada a responsabilidade de algum ministro, seja quem for, a punição precisa ser exemplar, inclusive com o impedimento”, afirmou.
Sessão do STF terminou sem decisão definitiva
A manifestação de Roma ocorre após a sessão extraordinária do STF, na terça-feira, 15, para discutir encaminhamentos relacionados a informações sobre possíveis irregularidades envolvendo Alexandre de Moraes.
O julgamento teve divergências entre os ministros e foi suspenso após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Com a interrupção, não houve decisão definitiva sobre a abertura de uma apuração ou eventual responsabilização de Moraes.


