SIGILO BANCÁRIO E TELEFÔNICO
Lula aceita condições de Flávio Bolsonaro para abertura de sigilos
Flávio protocolou lista com 19 exigências, incluindo informações sobre Janja, Lulinha e Marcola



A coordenação da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que aceita as 19 condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos candidatos e de seus familiares. A resposta será formalizada nesta quinta-feira, às 11h, em documento a ser protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo o senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da coordenação petista.
“O candidato adversário protocolou no TSE, depois de três dias que o presidente fez o desafio para que ele pudesse abrir o seu sigilo bancário, fiscal, telefônico, colocando uma série de condicionantes numa tentativa de manobra em relação ao que havia sido colocado de forma muito objetiva”, afirmou Camilo.
O senador acrescentou que Lula não se opõe às exigências apresentadas pelo adversário, desde que Flávio também autorize a divulgação das informações solicitadas.
“Todas as condicionantes que ele colocou, a única resposta que o presidente tem é dizer que não se opõe a absolutamente nada. Contanto que ele também cumpra e abra tudo”, declarou.
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Flávio apresenta lista com 19 condições
Flávio Bolsonaro apresentou nesta quarta-feira uma lista com 19 condições para atender ao desafio feito por Lula. O documento foi anexado ao procedimento apresentado pelo PT ao TSE e reúne pedidos de acesso a informações financeiras, telefônicas e administrativas relacionadas ao presidente, a seus familiares e a pessoas próximas ao governo.
Entre as solicitações estão dados bancários e fiscais de empresas ligadas aos filhos de Lula, registros de encontros do presidente com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, informações sobre a lobista Roberta Luchsinger e despesas do cartão corporativo da Presidência da República.
O senador também pediu informações sobre voos da Força Aérea Brasileira (FAB), visitas aos palácios presidenciais e reuniões de pessoas próximas ao governo com autoridades.
As exigências foram divididas em quatro frentes:
- empresas e pessoas ligadas à família do presidente e ao Instituto Lula;
- relações do governo com Vorcaro;
- informações sobre Roberta Luchsinger e o caso das fraudes contra aposentados do INSS;
- e despesas custeadas com recursos públicos.
A lista inclui ainda referências à primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e ao filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Lula já autorizou abertura de sigilos
Na terça-feira, 20, Lula apresentou ao TSE umdocumento autorizando a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além de informações de familiares. A iniciativa, porém, foi condicionada à adoção de medida equivalente por Flávio Bolsonaro.
O desafio havia sido lançado pelo presidente durante o debate presidencial de domingo, 18. Na ocasião, Lula propôs que os dois candidatos autorizassem a abertura de suas contas bancárias e de seus sigilos telefônicos antes da eleição.
Em resposta, Flávio afirmou não ter “absolutamente nada a esconder”, mas não confirmou inicialmente se autorizaria a divulgação dos próprios dados.
A disputa em torno da abertura dos sigilos passou a integrar o confronto entre os candidatos no segundo turno da eleição presidencial.


