ELEIÇÕES 2026
Nunes Marques toma decisão que pode mudar futuro das pesquisas eleitorais
Medida deve estabelecer a apresentação de informações mais detalhadas sobre metodologias



O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, deve enviar nos próximos dias um ofício aos institutos de pesquisa para informar sobre novas exigências no sistema da Corte para os levantamentos que serão realizados no segundo turno das eleições de 2026.
A medida deve estabelecer a apresentação de informações mais detalhadas sobre a metodologia utilizada pelas empresas. Atualmente, o registro das pesquisas já exige dados como metodologia, período de realização, plano amostral, nível de confiança, margem de erro e questionário aplicado.
A iniciativa é vista nos bastidores como uma alternativa a uma resolução com mudanças mais amplas nas regras que regulamentam as pesquisas eleitorais.
Decisão sobre pesquisa da AtlasIntel abriu debate
O debate ganhou força após Nunes Marques suspender a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a corrida presidencial. A decisão atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL), que alegou que o questionário poderia induzir respostas negativas em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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Na decisão liminar, o presidente do TSE apontou suspeitas de comprometimento da metodologia e determinou que a empresa apresentasse documentação técnica complementar sobre o levantamento. O caso foi levado ao plenário da Corte para análise.
A controvérsia ampliou a discussão sobre os critérios utilizados pelos institutos e sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral na fiscalização das pesquisas.
Selo para institutos perdeu força
Nunes Marques também chegou a apresentar a proposta de criação de um selo de acurácia para reconhecer institutos cujas pesquisas apresentassem maior proximidade com os resultados oficiais das eleições.
A ideia foi apresentada a representantes de institutos durante uma reunião no TSE, mas encontrou resistência entre integrantes da Corte, entidades do setor e especialistas. A proposta perdeu força e não deve avançar nos moldes inicialmente discutidos.


