TURISMO EM PAUTA
Pujança do turismo baiano e economia criativa viram pauta em evento do Grupo A TARDE
Evento do Grupo A TARDE reúne lideranças na Casa do Comércio


A 1ª edição do "Turismo & Economia Criativa Em Pauta" reuniu quarta-feira, 26 diversos representantes públicos e privados dos setores de turismo e economia criativa para aquecer o debate sobre oportunidade e gargalos para a Bahia.
O evento, realizado pelo Grupo A TARDE, contou com a presença do Secretário de Turismo do Estado, Maurício Bacelar; Presidente da Câmara Empresarial de Turismo da Fecomércio, Avani Duran; Diretor Técnico do Sebrae Bahia, André Gustavo; presidente da Associação dos Empreendedores da Rua Chile e Entorno (Arce); Antonio Barretto Junior; Secretário de Turismo de Camaçari e presidente da Câmara Técnica Regional de Turismo da Costa dos Coqueiros, Patricio Oliveira.
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O presidente do Sistema Fecomércio (BA), Kelsor Fernandes, elogiou o evento e pontou o quanto o fomento do turismo no estado, um dos principais campos econômicos do Brasil, continuam sendo essenciais para a geração de renda e emprego na Bahia.
"O turismo é uma atividade superimportante na Bahia, já visto os números que nós estamos demonstrando aqui na Casa do Comércio, que é o representante do turismo, nessa parceria com o Grupo A TARDE. Para que a gente possa discutir a temática turismo é importante entende-lá como uma atividade transversal que engloba transporte, alimentação, hospedagem. Nós temos um estado com uma vocação incrível para o turismo. E este evento vem num momento muito especial", explicou ele.
Ainda de acordo com ele, apesar da Bahia se destacar no setor econômico, ainda possui gargalos que, se solucionados, podem alavancar ainda mais os investimentos e retornos econômicos do estado.
"Precisamos discutir a infraestrutura, a segurança, que é um problema sério que nós temos no nosso país, não só na Bahia. Esse evento é para que a gente possa discutir e encontrar caminhos para poder desenvolver melhor essa atividade importantíssima para Bahia, que gera milhares de empregos, traz renda, faz a economia girar. Um dos principais gargalos está nos aeroportos, nas rodovias, na segurança, principalmente. Nós temos lugares importantes do turismo pra visitar e não temos como chegar. Esses três itens que eu citei aqui, se tivesse uma modificação profunda, já haveria, com absoluta certeza, uma significativa mudança nesse setor", continuou ele
Para o secretário de Turismo de Camaçari, Patrício Oliveira, o setor na Bahia é um dos maiores captadores de investimento do estado, e que fortalece ainda mais a cultura de uma região .
"Isso é pertencimento porque quem vem para o Nordeste, quem vem para a Bahia, vem por uma imersão. Vem para entender a nossa cultura, vem para provar, para degustar, para entender o jeito baiano e o jeito nordestino de ser. Essa é a verdadeira importância desse movimento que a gente está indo exatamente de encontro ao que as pessoas pensam", disse o também presidente da Câmara Técnica Regional de Turismo da Costa do Coqueiro.
Turismo na Bahia
Esse movimento de expansão também aparece nos indicadores do setor. Dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o volume das atividades turísticas na Bahia cresceu 6,6% em 2025, acima da média nacional de 4,6%. Foi o terceiro ano consecutivo em que o estado superou o desempenho do país.
No mesmo ano, a receita gerada pelos turistas chegou a R$ 47,1 bilhões, segundo a Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA). Já dados do Caged apontam a criação de 43,2 mil postos de trabalho com carteira assinada em atividades turísticas entre 2021 e 2025.
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A economia criativa não fica atrás nos números. Em 2024, o setor reunia 96,5 mil vínculos formais na Bahia, segundo dados da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan), alta de 4,44% em relação ao ano anterior. É tudo isso que estará em discussão no dia 26. O painel vai passar por oportunidades e investimentos para os setores, e pelo potencial das atividades culturais para a geração de renda e negócios na Bahia.
Expansão do turismo na Bahia
A expansão do turismo na Bahia tem sido impulsionada por uma combinação estratégica entre a diversificação de novos nichos de mercado e o fortalecimento de atrativos tradicionais.
Segundo o secretário estadual de Turismo (Setur-BA), Maurício Bacelar, o estado atua de forma constante para ampliar suas ofertas para além do patrimônio colonial e cultural, destacando iniciativas como o turismo de avistamento de baleias, que movimenta a economia da costa baiana entre os meses de julho e novembro.
Para o titular da Setur-BA, "a Bahia é um celeiro inesgotável de atrativos turísticos", o que exige um esforço contínuo de inovação, pois "isso não tem deixado o governo do Estado acomodado; nós temos trabalhado a diversificação da oferta turística aqui na Bahia", pontua Bacelar.
O avanço do setor também reflete diretamente na capacitação e no apoio aos pequenos negócios locais, pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do turismo e da economia criativa.
Na avaliação do diretor técnico do Sebrae Bahia, André Gustavo, o trabalho integrado com o ecossistema empreendedor garante que o potencial cultural do estado seja transformado em oportunidades reais de mercado e geração de renda na região, consolidando uma base econômica mais forte para os destinos turísticos.

"Esse cenário de crescimento ganhou ainda mais força com índices expressivos a nível regional, superando a média nacional", afirma Gustavo.
De acordo com a presidente da Câmara Empresarial de Turismo da Fecomércio, Avani Duran, os resultados positivos são frutos de um alinhamento direto entre planejamento institucional, melhorias na infraestrutura e investimentos estratégicos na malha aérea internacional.
Destacando o impacto logístico para o estado, a executiva pontua que "nós tivemos em 2025 um salto a nível regional, um crescimento acima da média nacional", impulsionado porque "uma secretaria de turismo trabalhou o marketing de forma muito bem ordenada e organizada, e a servida grande contribuição do aeroporto", afinal, sem conectividade, "sem transporte, ninguém chega"., conclui Avani.






