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Empresa de Virginia recebeu R$ 17,7 milhões de aliado de Flávio Bolsonaro
Advogado é suspeito de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas

Uma nova ligação com a empresária e influenciadora Virginia Fonseca surpreendeu os internautas nesta sexta-feira, 6. Uma empresa associada ao advogado Willer Tomaz, conhecido pelas relações com o senador Flávio Bolsonaro (PL), transferiu R$ 17,7 milhões à Talismã Digital, empresa da famosa.
A empresa de Willer Tomaz é investigada pela Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas. Por conta disso, os pagamentos à empresa de Virginia chamaram a atenção do Banco Santander, que comunicou as operações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
As transferências ocorreram via Pix, entre março e setembro de 2024. Durante este período, Virginia mantinha uma parceria com a Blaze, casa de apostas que também aparece nas investigações sobre as movimentações financeiras de Tomaz.
As informações foram divulgadas pela revista piauí e confirmadas pela Folha de S.Paulo, que revelou uma suposta ligação entre o advogado e a empresa responsável pelos pagamentos.
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Qual a relação entre Virginia e Willer Tomaz ?
De acordo com a assessoria de Virginia Fonseca, os valores transferidos foram de campanhas publicitárias regularmente contratadas. No entanto, a assessoria não detalhou os serviços prestados.
Além disso, eles ainda afirmam que a influenciadora não conhece Willer Tomaz e nunca manteve negociações com ele.
Ainda assim, os pagamentos ainda levantam suspeitas. O dinheiro foi transferido pela AMP Pay Marketing e Negócios, empresa registrada em Itajaí, Santa Catarina, com capital social declarado de R$ 50 mil.
Segundo informações divulgadas pela Folha, o Santander identificou transferências atípicas. Isso porque a AMP Pay estava enquadrada no Simples Nacional, regime destinado a empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. E os R$ 17,7 milhões transferidos para à Talismã Digital ultrapassam esse limite.
Essa diferença motivou uma análise ao Coaf, mas não comprova nenhuma irregularidade no pagamento.
Durante as investigações, a Receita Federal identificou Guilherme Maciel como proprietário da AMP Pay. Entretanto, ele negou conhecer ou manter qualquer relação com o advogado, segundo a Folha de São Paulo.
Maciel ainda afirmou que a empresa atuou regularmente ao longo de 2024 e 2025, mas não especificou quais serviços foram prestados ou quais repasses foram realizados à empresa de Virginia.
Entenda a relação de Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro
Os dois, que já realizaram diversas viagens internacionais juntos em jatinhos, são alvos de investigações da Polícia Federal (PF) e do Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas e fraudes associadas a casas de apostas (bets) e ao INSS.
A PF apura se os dois mantinham esquemas de lavagem de dinheiro por meio de empresas e plataformas de apostas, como movimentações milionárias vinculadas à Blaze e à Alcazar Holdings.
Também há investigações sobre disputas e negócios envolvendo imóveis, como uma mansão em Angra dos Reis, e o compartilhamento ou proximidade de endereços comerciais em Brasília, a exemplo do Edifício Connect Towers, onde operavam escritórios e contabilidades ligados a investigados no escândalo de fraudes no INSS.



