CONDIÇÃO MILIONÁRIA
Bahia blinda joias e exige oferta irrecusável para vendê-las
Bahia estabelece critérios rigorosos para negociar suas principais promessas das categorias de base


O Esporte Clube Bahia não descarta negociar jogadores formados nas categorias de base, mas estabeleceu critérios rigorosos para decidir quando uma transferência será considerada. Em um cenário de busca por equilíbrio financeiro, o clube entende que suas principais promessas não devem ser negociadas por valores abaixo do potencial projetado.
O Esquadrão gastou mais do que arrecadou com contratações em 2026 e ainda enfrentou eliminações precoces e uma quantidade menor de partidas na temporada, fatores que impactam diretamente o fluxo de caixa. Mesmo diante da necessidade de ampliar as receitas com vendas, a diretoria não pretende abrir mão de seus principais talentos por propostas consideradas pouco expressivas.
De acordo com informações obtidas com exclusividade pelo portal A TARDE, o entendimento interno é de que uma eventual negociação de uma das principais promessas da base precisaria representar um negócio fora da curva para os padrões da história recente do clube para que uma saída antecipada fosse efetivamente analisada.
Ruan Pablo, Dell e Kauê Furquim têm proteção especial
Entre os jogadores considerados os principais ativos das categorias de base estão Ruan Pablo, Dell e Kauê Furquim. A avaliação do Bahia é de que esses atletas só deixarão o clube diante de ofertas consideradas muito atrativas ou pelo pagamento das respectivas multas rescisórias para o mercado internacional. Os valores das multas estipuladas para o exterior variam entre R$ 600 milhões e R$ 1,2 bilhão.
A mesma política é aplicada a outras promessas que vêm sendo acompanhadas pelo clube, como David Martins, Roger Gabriel, Fredi, Sidney, Jonathan Marinho e Lyan, entre outros atletas formados na base tricolor.
A estratégia considera também o risco de uma venda antecipada por um valor considerado baixo. Internamente, existe a avaliação de que o jogador pode se transferir para a Europa, ganhar valorização esportiva e financeira e, posteriormente, ser negociado por uma quantia muito superior àquela recebida inicialmente pelo Bahia.
Estrutura do Grupo City pesa na decisão
Outro ponto levado em consideração pela diretoria é a estrutura do grupo ao qual o Bahia pertence. O Grupo City possui uma ampla rede de relacionamento e exposição no mercado europeu, com clubes em diferentes países.
Por isso, o entendimento no Bahia é de que não haveria vantagem em negociar uma promessa por um valor considerado baixo e manter apenas uma porcentagem de uma eventual transferência futura.
A estrutura do conglomerado permite ao clube trabalhar diferentes caminhos para o desenvolvimento de seus jovens jogadores e, consequentemente, buscar uma valorização maior dos atletas antes de uma eventual negociação.
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Bahia adota estratégia para atletas do Sub-20
A política, entretanto, não é aplicada da mesma maneira a todos os jogadores das categorias de base. Para atletas que não são considerados potenciais titulares do elenco profissional, o Bahia adotou um modelo diferente de negociação.
A estratégia é semelhante à utilizada recentemente por clubes como Atlético-MG e Palmeiras e consiste na liberação dos jogadores sem custos, mas com a manutenção de uma participação relevante nos direitos econômicos.
Clube mantém até 40% dos direitos em alguns casos
João Andrade, Dodô e Jampa são exemplos desse modelo adotado pelo Bahia. Nas negociações envolvendo esses jogadores, o clube manteve entre 30% e 40% dos direitos econômicos.
Assim, mesmo sem receber valores pela saída imediata dos atletas, o Bahia permanece com participação em possíveis transferências futuras. Caso algum deles se destaque e seja negociado posteriormente, o clube poderá receber uma parcela do valor da operação.


