E.C.BAHIA
Bahia ainda vai contratar em 2026? Saiba os bastidores do clube no mercado da bola
Clube gastou cerca de R$ 81 milhões em contratações e arrecadou R$ 41 milhões com vendas em 2026


O Esporte Clube Bahia mantém atenção ao mercado da bola, mas deve adotar cautela nas próximas movimentações antes do encerramento da janela de transferências, em 11 de setembro. O clube já anunciou três reforços neste período: o goleiro Guido Herrera, o zagueiro Marco Moreno e o atacante Alejo Véliz.
Apesar de não descartar completamente a chegada de outro jogador, principalmente para atuar pelos lados do campo, a diretoria entende que o momento exige equilíbrio financeiro, segundo informações obtidas com exclusividade pelo portal A TARDE. O Bahia gastou significativamente mais com contratações do que arrecadou em vendas de atletas em 2026.
Considerando os reforços contratados nas duas janelas, o clube desembolsou cerca de R$ 81 milhões. Alejo Véliz, por exemplo, foi o maior investimento do clube no ano e aparece como a segunda maior compra do futebol nordestino e da história, atrás apenas de Lucho Rodríguez. Em contrapartida, as negociações de jogadores renderam aproximadamente R$ 41 milhões aos cofres tricolores.
A diferença é de cerca de R$ 40 milhões entre os valores investidos e arrecadados. O Bahia, contudo, ainda pode obter aproximadamente R$ 12 milhões em receitas futuras relacionadas às negociações realizadas ao longo da temporada. Deixaram o clube: Tiago, Cauly, Rafael Ratão, Marcos Felipe e Rezende.
- Gastos com contratações em 2026: cerca de R$ 81 milhões.
- Ganhos com negociações em 2026: cerca de R$ 41 milhões, além de R$ 12 milhões em possibilidades futuras.
Diante desse cenário, o Bahia não descarta a saída de nenhum jogador do elenco, desde que receba uma proposta considerada adequada. A diretoria, porém, estabeleceu parâmetros para negociar atletas considerados importantes para o planejamento esportivo.
Segundo apurou o portal A TARDE, o clube não pretende aceitar ofertas inferiores a € 10 milhões por jogadores considerados peças-chave. O valor corresponde a aproximadamente R$ 60,5 milhões.
Um dos nomes que se encaixam nesse perfil é o de Ramos Mingo. O zagueiro argentino despertou o interesse do Olympique de Marselha, da França, e, recentemente, teve uma proposta oficial do Besiktas, da Turquia, no valor de 7 milhões de euros, cerca de R$ 42,3 milhões, recusada por não atingir o ideal almejado pelo clube.
Bahia ainda pode buscar reforço no mercado
A necessidade de equilibrar as contas não significa que o Bahia tenha encerrado sua participação no mercado de transferências. O clube ainda pode contratar até o fechamento da janela, caso encontre uma oportunidade que se encaixe no planejamento.
Conforme apurado pela reportagem, a posição mais provável para receber um novo reforço seria a de atacante de beirada pelo lado direito. A avaliação leva em consideração a situação contratual de Ademir e Kike Olivera, que têm vínculo com o Bahia somente até o fim de 2026.
A procura por Gabriel Pec, no início da janela, seguiu justamente essa lógica. O atacante era visto como uma possibilidade para o setor, mas a negociação não avançou porque o Bahia não pretendia fazer “loucuras” financeiras para viabilizar a contratação.
Assim, a diretoria mantém as portas abertas para uma eventual oportunidade, mas sem comprometer o equilíbrio financeiro do clube.
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Bahia estabelece critério para negociar joias da base
A política também vale para os jovens formados nas categorias de base. O Bahia não pretende negociar suas principais promessas por valores considerados baixos, mesmo diante da necessidade de aumentar as receitas com vendas.
De acordo com informações do portal A TARDE, uma proposta por uma joia da base precisaria ser considerada fora da curva para que o clube avaliasse uma saída antecipada.
A avaliação interna é de que uma venda por um valor pouco expressivo poderia beneficiar posteriormente um clube europeu. Isso porque o jogador poderia se valorizar no exterior e ser negociado por uma quantia muito superior anos depois, como já ocorreu com outros atletas brasileiros.
Outro fator levado em consideração é a própria estrutura do grupo ao qual o Bahia pertence. Com uma rede de relacionamento e exposição no mercado europeu, envolvendo clubes de diferentes países, o entendimento é de que não faria sentido vender uma promessa por um valor baixo e manter apenas uma porcentagem de uma futura transferência.
Modelo adotado para atletas do Sub-20
Enquanto protege os principais talentos, o Bahia também adotou uma estratégia diferente para jogadores que não são considerados potenciais titulares do elenco profissional.
O modelo, semelhante ao utilizado recentemente por Atlético-MG e Palmeiras, prevê a liberação de atletas das categorias de base sem custos, mas com a manutenção de uma participação relevante em futuras negociações.
João Andrade, Dodô e Jampa são exemplos desse tipo de movimentação. Nesses casos, o Bahia mantém entre 30% e 40% dos direitos econômicos dos jogadores, permitindo ao clube participar financeiramente de uma eventual venda no futuro.


