E.C.VITÓRIA
Jair Ventura rejeita rótulo de xenofobia e defende nova regra da CBF
Técnico do Vitória falou sobre a diminuição gradual de estrangeiros no Brasileirão


O técnico do Esporte Clube Vitória, Jair Ventura, expressou sua opinião sobre a diminuição gradual no número de estrangeiros no Campeonato Brasileiro. O profissional de 47 anos se mostrou favorável à mudança anunciada pela CBF e aprovada pelos clubes.
De acordo com o treinador do Vitória, essa limitação será uma oportunidade de trazer mais espaço para jovens atletas nascidos no país.
"Acho que esse limite vai ser legal para oportunizar mais a base, olhar com bons olhos e valorizar os profissionais que trabalham na base. Não tem a ver a base como gasto, mas como investimento. Acho que a gente vai trazer os melhores [estrangeiros], não vai vir qualquer um. Sou a favor sim", disse Jair ao ge.
Além disso, Ventura descartou qualquer possibilidade da regra ter relação com "xenofobia". Ele, inclusive, relembrou seu período trabalhando com categorias de base.
"Vi muitas pessoas falando sobre xenofobia, acho que não tem nada a ver. Acho que é uma situação da formação interna. Fui treinador e trabalhei com categorias de base durante muitos anos, fiquei três anos na Seleção Brasileira Sub-15, 17 e 20", relembrou.
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Jair Ventura lamenta 'sumiço' de geração 2011
Jair Ventura demonstrou insatisfação com o não desenvolvimento de atletas que surgiam há cerca de 15 anos atrás. O técnico citou a Seleção Brasileira campeã do Sul-Americano de Futebol Sub-17 de 2011.
Aquela equipe tinha atletas como Charles (Cruzeiro), Marquinhos (Corinthians), Emerson Palmieri (Santos), Rodrigo Dourado (Internacional), Andrigo (Internacional), Adryan (Flamengo), Lucas Piazon (São Paulo), entre outros. Segundo Jair, boa parte desse elenco 'sumiu' no futebol.
"Uma coisa que me chamava a atenção negativamente, ainda antes dessa regra, eram os quadros dos títulos. Fomos campeões sul-americanos Sub-17 em 2011. Dessa geração, jogando hoje só tem o Marquinhos, atual capitão da Seleção", lamentou.
"Estamos falando de mais de 20 jogadores e pouquíssimos conseguem alcançar o profissional. Quando você começa a trazer jogadores, tira o espaço", apontou.


