FUTEBOL
Jogador do Real Madrid é absolvido em caso de vídeo sexual
Atleta foi acusado de divulgar imagens envolvendo menores de idade

A Justiça da Espanha retirou nesta quinta-feira, 3, as acusações de divulgação de imagens íntimas sem consentimento contra o zagueiro Raul Asencio, do Real Madrid. Isso aconteceu porque as duas jovens envolvidas no caso perdoaram, de maneira formal, o jogador e outros três ex-atletas das categorias de base do Real Madrid pela acusação.
A retirada da acusação, no entanto, não inocenta os outros três réus no processo. Ferrán Ruiz, Juan Rodríguez e Andrés García, que atuavam nas categorias de base do Real Madrid na época dos fatos, continuam respondendo por acusações relacionadas à pornografia infantil, já que uma das jovens que aparece nas gravações tinha 16 anos quando os vídeos foram feitos.
Asencio não responde por esse delito. Nesse tipo de acusação, o perdão da vítima não extingue a responsabilidade penal.
Depois de ouvir as duas jovens sobre o perdão, a juíza responsável pelo caso determinou uma pausa na audiência. O julgamento ocorre no Tribunal Criminal nº 5 de Las Palmas de Gran Canaria.
Entenda o processo
O processo remonta ao verão europeu de 2023, quando Ruiz, Rodríguez e García mantiveram relações sexuais consentidas com as duas jovens em um clube de praia em Amadores, no sul de Gran Canaria.
A investigação sustenta, porém, que vídeos e fotografias do encontro teriam sido feitos sem autorização das jovens e posteriormente compartilhados pelo WhatsApp, mesmo depois de elas pedirem que o material fosse apagado.
Asencio não participou do encontro nem da gravação das imagens. A acusação contra o atual defensor do Real Madrid se baseia na alegação de que um dos vídeos chegou ao jogador e foi posteriormente mostrado por ele a uma terceira pessoa, apesar de saber que o material havia sido registrado sem consentimento e que as jovens queriam sua exclusão.
O caso chegou a julgamento depois de a Justiça espanhola determinar, em 2025, a abertura de ação penal contra os quatro atletas. Na ocasião, Asencio foi processado por delitos contra a intimidade, enquanto seus três ex-companheiros também passaram a responder pelas acusações relacionadas à gravação e distribuição de pornografia infantil.