FUTEBOL
Time da Série A com dívida bilionária completa meses de atraso a União
Acordo com a União reduziu a dívido do clube em quase R$ 600 milhões

O Corinthians está com quatro parcelas atrasadas no acordo de transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) que reduziu uma dívida do clube com a União de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões.
Ao todo, o time paulista já soma mais de R$ 8 milhões nos débitos previdenciários e quase R$ 20 milhões nos não previdenciários, totalizando uma dívida de R$ 27,3 milhões com a PGFN. Os valores das parcelas são corrigidos pela Selic, a taxa básica de juros do Brasil.
A gestão Osmar Stabile pagou as quatro primeiras parcelas do acordo assinado em fevereiro deste ano com a PGFN, mas deixou de arcar com as prestações a partir de junho. O contrato prevê que a “falta de pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas” é hipótese de rescisão.
Entenda o contrato do Corinthians com a PGFN
O órgão notificou o clube em agosto sobre a inadimplência, mas ainda não se manifestou novamente sobre eventual revogação do acordo, que segue válido.
Em nota ao ge, a PGFN disse que “não comentará sobre cenários futuros, já que a transação com o Sport Club Corinthians Paulista, até o presente momento, encontra-se em situação regular”. O contrato prevê um prazo de 30 dias, após a notificação, para regularizar o pagamento ou apresentar impugnação (defesa administrativa) contra a rescisão.
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O Corinthians, por sua vez, declarou que “conta com a boa relação com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para resolver a questão da melhor maneira e o mais rápido possível”.
Se o acordo for rescindido, o montante original da dívida será restabelecido, sem qualquer desconto, com a dedução apenas dos valores já pagos. Com isso, as cobranças judiciais e extrajudiciais seriam retomadas. Além disso, o Corinthians ficaria proibido por dois anos de fazer qualquer novo acordo de transação, mesmo relativo a dívidas diferentes.
Acordo gerou polêmica
O acordo com a PGFN motivou uma polêmica na aprovação das contas de 2025, visto que a gestão incluiu os efeitos da transação tributária no ano passado, mesmo com o contrato tendo sido assinado em 2026. A renegociação resultou em uma diminuição de R$ 217,428 milhões na dívida bruta total do clube.
Com endividamento na casa dos R$ 2,8 bilhões, o Corinthians acumula déficit de R$ 278,7 milhões nos sete primeiros meses de 2026, de forma que o clube tem atrasado o pagamento de contas do dia a dia.
Para o elenco masculino de futebol, por exemplo, a diretoria deve dois meses de direitos de imagem, férias e premiações da Conmebol Libertadores e do Campeonato Brasileiro. Neste mês, o salário de CLT dos jogadores chegou a atrasar por uma semana.


