ESPORTES
Grupo dos EUA apresenta SAF de R$ 2 bilhões para clube histórico
Investidores chegam à Vila Belmiro nesta segunda-feira, 31


O Santos Futebol Clube dará um grande passo pela sua possível Sociedade Anônima do Futebol de Futebol. Nesta segunda-feira, 31, a partir das 19h, alguns representantes da SDC Sports, do grupo Saint-Dominique Capital, dos Estados Unidos, estarão na Vila Belmiro para apresentar oficialmente a proposta ao Conselho Deliberativo do clube paulista.
O negócio envolve o investimento de R$ 1 bilhão por 80% da SAF do Santos, com mais R$ 1 bilhão voltado à quitação de dívidas. Sócio-diretor da SDC Sports, Michael Lipman afirmou ver o Peixe como um ativo global subcapitalizado — que está funcionando com menos dinheiro que o necessário para cobrir as despesas diárias —, apesar de nomes pesados como Pelé e Neymar vinculados à marca.
"O Santos é um dos clubes mais tradicionais do mundo do futebol, o clube que deu Pelé ao esporte e que, mais tarde, moldou o início das carreiras de jogadores como Neymar e Rodrygo. Essa história, combinada com a marca, a tradição da base e a torcida, dá ao Santos a base necessária para voltar a competir no mais alto nível, desde que haja a estrutura adequada por trás disso", disse Michael Lipman em entrevista à Pipeline.
Resistência nos bastidores
Apesar dos valores que prometem subir o Santos de patamar, a proposta enfrenta resistência por parte dos conselheiros. Um grupo de membros se colocou contra o projeto de SAF alegando que a oferta será apresentada no "apagar das luzes" do mandato do atual presidente, que termina em dezembro.
Os conselheiros também alegam que o clube superou R$ 1 bilhão de dívida durante a gestão do atual mandatário — valor que será apresentado pela SDC Sports para quitar o passivo. De acordo com eles, a SAF está sendo tratada como um instrumento eleitoral.
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"Decisões que podem determinar o futuro do clube não podem ser tratadas como instrumento eleitoral ou como resposta emergencial para problemas financeiros criados pela própria gestão. Diante disso, estaremos presentes e vamos nos posicionar firmemente contra a proposta", diz trecho do documento apresentado pelos conselheiros.
Para a criação da sua SAF, o Santos precisa reformular o Estatuto do clube, já que o atual permite que apenas 49% das ações sejam vendidas.


