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Lula dobrou investimento no esporte em comparação ao governo Bolsonaro

Estudou comparou investimentos da gestão petista e da gestão bolsonarista

Gustavo Nascimento
Por
Lula recepciona atletas da ginástica rítmica que conquistaram duas medalhas no Mundial da modalidade, em 2025
Lula recepciona atletas da ginástica rítmica que conquistaram duas medalhas no Mundial da modalidade, em 2025 - Foto: Valter Campanato | Agência Brasil

O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2023-2026) foi marcado pela melhora de alguns indicadores econômicos do país em relação ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), como a queda da inflação, da fome e do desemprego. Além disso, o governo petista também supera, com larga vantagem, a gestão anterior no que se trata ao investimento na área dos esportes.

De acordo com o estudo
Placar Brasil, do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva da Universidade Federal do Paraná (IPIE/UFPR), o governo de Jair Bolsonaro investiu em média R$ 767,1 milhões por ano no esporte. Com Lula, esse número explodiu para R$ 1,75 bilhão, o que representa um aumento de 128%, mais que o dobro.

Em infraestrutura, o investimento saltou de R$ 254,9 milhões e para R$ 530,9 milhões,
aumento real de 108%.

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O número médio de projetos cresceu 30,5%, e o valor médio investido em cada projeto cresceu em 59,5%. O estudo ainda identificou um aumento de 59,21% na quantidade de núcleos esportivos implantados ao redor do país.

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Número de brasileiros beneficiados quase dobrou

Segundo a pesquisa, na média dos últimos quatro anos, quase 700 mil pessoas se beneficiam anualmente por programas e projetos da Secretaria Nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão (SNEAELIS). Enquanto isso, no governo Bolsonaro, o número médio foi de cerca de 300 mil beneficiados por ano de gestão.

Ampliação do Bolsa Atleta

A média anual de auxílios financeiros concedidos por meio do programa Bolsa Atleta também cresceu, o que era uma das promessas de campanha de Lula em 2022.

  • Governo Bolsonaro (2019-2022): média de 5.252 bolsas concedidas por ano.
  • Governo Lula 3 (2023-2026): média de 9.699 bolsas concedidas por ano.

Ainda segundo o Ministério do Esporte, foram concedidos aumentos de até 10,86% nos benefícios. Os valores da categoria Bolsa Pódio, para medalhistas, subiram para faixas entre R$ 5.543 e R$ 16.629 mensais.

Para o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, o esporte é uma ferramenta de transformação social.

Os dados mostram que mais brasileiros passaram a ter acesso às políticas públicas esportivas, que os programas ganharam escala e que o investimento público chegou a mais territórios. Estamos falando de mais oportunidades, mais inclusão e mais acesso ao esporte em todo o país. Paulo Henrique Cordeiro - Ministro do Esporte

Lei de Incentivo ao Esporte

O estudo também fez um levantamento relativo à adesão à Lei de Incentivo ao Esporte, que permite que pessoas físicas e jurídicas destinem parte do Imposto de Renda para patrocinar projetos esportivos. Segundo os dados, o número médio anual de projetos apresentados à iniciativa passou de 2.117 para 5.033, crescimento de 137,71%.

Além disso, o volume de recursos efetivamente captados também aumentou de forma significativa, passando de R$ 489,8 milhões para R$ 1,15 bilhão por ano.

Preocupação para os esportes olímpicos

Caso eleito, Flávio Bolsonaro promete “romper com a dependência do dinheiro público centralizado, ampliando as parcerias com a iniciativa privada, os estados e os municípios”, assim como foi feito no governo do seu pai, Jair Bolsonaro.

No entanto, nos Jogos de Tóquio, realizados em 2021, durante o governo de Jair, somente 101 dos 309 atletas olímpicos tinham algum patrocinador privado. No mais alto nível, 68% não contava com incentivo privado. Aliás, 41 precisaram de vaquinhas para representar o Brasil.

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Além disso, o maior investimento privado no esporte olímpico brasileiro durante o governo Bolsonaro veio do Bradesco, com um aporte de R$ 9 milhões na Confederação Brasileira de Judô.

Foi no governo Lula, no entanto, que se deu o maior contrato de patrocínio da história dos esportes olímpicos no Brasil, firmado em 2024 entre o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a Caixa Econômica Federal. O valor do investimento foi de R$ 160 milhões ao longo de quatro anos, ou seja, até o fim de 2028, abrangendo o ciclo para os Jogos Olímpicos de Los Angeles.

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