FUTEBOL INTERNACIONAL
Patrocinador do City é multado em R$ 2,5 bilhões por lavagem de dinheiro
A OKX, parceira comercial do Manchester City, foi multada nos Estados Unidos


O Manchester City — clube matriz do Grupo City, conglomerado detento da SAF do Bahia — voltou a lidar com uma situação extracampo envolvendo uma de suas parceiras comerciais. Desta vez, o caso está relacionado à OKX, empresa do setor de criptomoedas que mantém um acordo de patrocínio com o clube inglês.
A companhia foi multada em 504 milhões (R$ 2,5 bilhões) nos Estados Unidos por violações relacionadas às normas de combate à lavagem de dinheiro.
Segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Sun, um tribunal de Nova York apontou que a plataforma teria facilitado mais de 5 bilhões de dólares (R$ 25 bilhões) em transações consideradas suspeitas e recursos provenientes de atividades criminosas.
Além da punição aplicada nos Estados Unidos, a subsidiária europeia da empresa também foi sancionada em Malta por violações de regras relacionadas à prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
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Parceria entre Manchester City e OKX continua ativa
A relação comercial entre o Manchester City e a OKX começou em 2022. Um ano depois, o acordo foi ampliado, e a empresa passou a ocupar o espaço de patrocinadora da manga dos uniformes das equipes masculina e feminina do clube.
A marca permanece estampada nas camisas do Manchester City e, atualmente, a própria OKX continua apresentando a parceria como ativa em campanhas promocionais relacionadas à temporada 2026/27.
O Manchester City, por sua vez, afirma que mantém uma parceria de longa duração com a empresa e que realiza os procedimentos de diligência considerados adequados. A OKX não comentou as acusações apresentadas.
Novo caso surge em meio a problemas financeiros do City
A repercussão envolvendo a patrocinadora ocorre poucos dias depois de o Manchester City enfrentar outro episódio de grande impacto relacionado às finanças do clube.
Em setembro, uma comissão independente considerou o City culpado por violações graves das regras financeiras da Premier League entre as temporadas 2009/10 e 2017/18.
De acordo com a própria Premier League, a investigação identificou contratos considerados fictícios e mecanismos que teriam inflado artificialmente as receitas e reduzido os custos do clube em mais de 900 milhões de libras esterlinas (R$ 6,3 bilhões) durante o período analisado.


