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Sem bets, gigante brasileiro projeta prejuízo de R$ 430 milhões

Clube foi o primeiro a se manifestar em audiência pública

Gustavo Zambianco
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Mensagem do Flamengo contra a proibição das bets: "Proibir não é proteger"
Mensagem do Flamengo contra a proibição das bets: "Proibir não é proteger" - Foto: André Durão

O Flamengo, um dos maiores clubes em número de torcedores do Brasil, emitiu um alerta sobre um possível prejuízo de R$ 430 milhões com a proibição das Bets.

O discurso foi feito nesta terça-feira, 3, pelo vice-presidente geral do Flamengo, Flávio Willeman, durante a audiência pública realizada em Brasília para discutir a proibição das casas de apostas no Brasil.

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Além da crítica à proibição, o dirigente ainda defendeu a segurança jurídica dos contratos firmados com as casas de apostas, entre elas, a Betano, ex-patrocinadora master do clube.

Flamengo foi o primeiro clube a se pronunciar

Após a abertura do debate, feito pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, o Flamengo foi o primeiro a se pronunciar.

Vale ressaltar que o clube se mostrou contra a medida provisória, sendo um dos idealizadores da campanha "Proibir não é proteger", exibida no espaço onde estava seu patrocinador master.

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Durante seu discurso, Willeman, representante do clube, relembrou a reestruturação financeira iniciada pelo Flamengo em 2013, reafirmando que a equipe planejou os próximos anos com base nos contratos com as casas de apostas.

Segundo o dirigente, a mudança abrupta pode comprometer compromissos financeiros assumidos com atletas e funcionários.

“O Flamengo se organizou financeiramente para os próximos quatro, cinco anos com base nos contratos assinados de acordo com a legislação vigente. O Flamengo contraiu obrigações financeiras com atletas e empregados com base nesses contratos”, afirmou o representante.

Perda de receita poderia quebrar o clube

O vice-presidente geral, ainda em seu discurso, destacou que a perda dessa receita poderia provocar um grande rombo nos cofres do clube.

De acordo com ele, o Flamengo possui mais de 1.200 funcionários e pode deixar de receber cerca de R$ 430 milhões anuais com o futebol e os esportes olímpicos.

Mensagem do Flamengo contra a proibição das bets: "Proibir não é proteger"
Mensagem do Flamengo contra a proibição das bets: "Proibir não é proteger" - Foto: Adriano Fontes / CRF

Publicação inesperada da medida foi alvo de críticas

Mais um ponto criticado pelo Rubro Negro carioca foi a publicação abrupta da medida provisória, que suspendeu imediatamente o uso das casas de aposta.

Com isso, Willeman citou que os clubes teriam firmado acordos de longo prazo, levando em consideração a legislação aprovada no Congresso Nacional.

Por isso, ele defendeu que os negócios não fossem interrompidos de uma forma tão repentina.

Mensagem do Flamengo contra a proibição das bets: "Proibir não é proteger"
Mensagem do Flamengo contra a proibição das bets: "Proibir não é proteger" - Foto: Gilvan de Souza / CRF

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Medida não resolve o problema e pode criar um novo

Finalizando suas críticas, o representante do Flamengo questionou a eficácia da proibição para combater o mercado ilegal de apostas.

No que foi apresentado pelo clube carioca, a medida não resolve o problema, mas sim pode favorecer o crescimento de um ambiente de apostas clandestino.

Ao encerrar sua participação, Willeman defendeu que o governo busque mecanismos de fiscalização e regulação mais efetivos, em vez de proibir integralmente a atividade. O Flamengo se posicionou pela inconstitucionalidade da medida provisória.

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