ESPORTES
Sem bets, gigante brasileiro projeta prejuízo de R$ 430 milhões
Clube foi o primeiro a se manifestar em audiência pública

O Flamengo, um dos maiores clubes em número de torcedores do Brasil, emitiu um alerta sobre um possível prejuízo de R$ 430 milhões com a proibição das Bets.
O discurso foi feito nesta terça-feira, 3, pelo vice-presidente geral do Flamengo, Flávio Willeman, durante a audiência pública realizada em Brasília para discutir a proibição das casas de apostas no Brasil.
Além da crítica à proibição, o dirigente ainda defendeu a segurança jurídica dos contratos firmados com as casas de apostas, entre elas, a Betano, ex-patrocinadora master do clube.
Flamengo foi o primeiro clube a se pronunciar
Após a abertura do debate, feito pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, o Flamengo foi o primeiro a se pronunciar.
Vale ressaltar que o clube se mostrou contra a medida provisória, sendo um dos idealizadores da campanha "Proibir não é proteger", exibida no espaço onde estava seu patrocinador master.
Durante seu discurso, Willeman, representante do clube, relembrou a reestruturação financeira iniciada pelo Flamengo em 2013, reafirmando que a equipe planejou os próximos anos com base nos contratos com as casas de apostas.
Segundo o dirigente, a mudança abrupta pode comprometer compromissos financeiros assumidos com atletas e funcionários.
“O Flamengo se organizou financeiramente para os próximos quatro, cinco anos com base nos contratos assinados de acordo com a legislação vigente. O Flamengo contraiu obrigações financeiras com atletas e empregados com base nesses contratos”, afirmou o representante.
Perda de receita poderia quebrar o clube
O vice-presidente geral, ainda em seu discurso, destacou que a perda dessa receita poderia provocar um grande rombo nos cofres do clube.
De acordo com ele, o Flamengo possui mais de 1.200 funcionários e pode deixar de receber cerca de R$ 430 milhões anuais com o futebol e os esportes olímpicos.

Publicação inesperada da medida foi alvo de críticas
Mais um ponto criticado pelo Rubro Negro carioca foi a publicação abrupta da medida provisória, que suspendeu imediatamente o uso das casas de aposta.
Com isso, Willeman citou que os clubes teriam firmado acordos de longo prazo, levando em consideração a legislação aprovada no Congresso Nacional.
Por isso, ele defendeu que os negócios não fossem interrompidos de uma forma tão repentina.

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Medida não resolve o problema e pode criar um novo
Finalizando suas críticas, o representante do Flamengo questionou a eficácia da proibição para combater o mercado ilegal de apostas.
No que foi apresentado pelo clube carioca, a medida não resolve o problema, mas sim pode favorecer o crescimento de um ambiente de apostas clandestino.
Ao encerrar sua participação, Willeman defendeu que o governo busque mecanismos de fiscalização e regulação mais efetivos, em vez de proibir integralmente a atividade. O Flamengo se posicionou pela inconstitucionalidade da medida provisória.






