ESPORTES
TCE barra ajuda de R$ 32 milhões para SAFs afetadas por fim das bets
Clubes brasileiros foram impactados pela Medida Provisória do Governo Federal


Após decisão do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos), o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) determinou a suspensão do pagamento de R$ 32 milhões a clubes de futebol do estado. As equipes mineiras vivem situação delicada após a proibição das casas de apostas on-line.
No entanto, de acordo com Cleitinho, o estado de Minas Gerais também convive com problemas financeiros. Cleitinho classificou a medida como "eleitoreira", após o atual governador Mateus Simões (PSD) decidir pelo pagamento. O candidato do PSD tentou a reeleição, mas foi derrotado nas urnas.
Depois de superar o atual governo nas eleições, Cleitinho Azevedo afirma que, antes de assumir qualquer compromisso com patrocínios esportivos, precisa atender às necessidades da população.
“Eu não sou contra futebol. Todo mundo sabe que eu amo futebol. Todos os times são de iniciativa privada. O que faz um governo pegar mais de R$ 30 milhões, por meio de empresas estatais como Cemig e Codemig, e patrocinar esses times?", questionou Cleitinho.
"Assim que ganhei a eleição, eu entrei no TCE para anular esse patrocínio. A gente está passando pela transição e está vendo o próprio governo [de Mateus Simões] dizendo que, a partir de janeiro, pode não ter dinheiro para pagar os servidores, vendo que está faltando merenda nas escolas. Eles mesmos estão dizendo que o estado está quebrado", revelou.
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Situação financeira de Minas Gerais
Minas Gerais teve que renegociar sua dívida com a União por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), chegando ao valor de R$ 179,3 bilhões. A equipe de Cleitinho ainda diz que o estado encerrou o ano passado com caixa líquido de R$ 11,3 bilhões negativos.
Cleitinho questionou os patrocínios das empresas Cemig, Codemge, Codemig e Invest Minas que seriam destinados às SAFs de América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro.
A equipe do republicano aponta a ausência de estudos técnicos e critérios objetivos para definir os valores e possíveis irregularidades na utilização dos recursos.




