MIDTERMS
Com 54 milhões, eleições nos EUA têm recorde de votos antecipados
Ao todo, cerca de 250 milhões de cidadãos estão aptos a votar


As Midterms, eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, acontecem oficialmente nesta terça-feira, 3. No entanto, dados divulgados na manhã desta segunda, 2, mostram um recorde de votos antecipados.
Segundo Election Lab da Universidade da Flórida, mais de 54,5 milhões de americanos já votaram, marca que supera os cerca de 46 milhões registrados em 2022.
Ao todo, cerca de 250 milhões de cidadãos estão aptos a participar das eleições, mas o voto não é obrigatório nos EUA. Na última disputa, a taxa de participação ficou em torno de 45%.
Como serão as eleições deste ano nos EUA?
Neste ano, republicanos e democratas disputam 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 vagas no Senado e 36 governos estaduais, como Geórgia, Texas e Flórida.
O período acontece em meio à inflação acumulada de 3,7%, registrado no último ano. O número representa um aumento na comparação com os 3,4% registrados em agosto e fica 1,7 ponto percentual acima da meta de 2% estipulada pelo Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos.
Eleições nos EUA afetarão o Brasil?
A disputa pelo controle do Congresso americano pode ter possíveis reflexos também para o Brasil, isso porque a votação pode determinar o espaço que o governo terá para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação.
Essas decisões também influenciam as expectativas dos investidores e podem afetar os juros e o dólar no mercado internacional.
No entanto, analistas acreditam não ter impactos significativos na política comercial com os Estados Unidos, e, portanto, não ter efeitos diretos no Brasil. Entretanto, há efeitos que podem ter movimentações de curto prazo nos investidores.
Para o Brasil, os efeitos das eleições americanas podem chegar principalmente por dois caminhos: os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e a cotação do dólar.
As decisões do Congresso sobre gastos e impostos influenciam as expectativas dos investidores sobre as contas públicas americanas. Se houver perspectiva de que as despesas do governo aumentem mais do que a arrecadação, por exemplo, os juros pagos pelos títulos do Tesouro podem subir.
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Vantagem para os democratas
As projeções disponíveis apontam vantagem dos democratas, principalmente na Câmara, enquanto a disputa pelo controle do Senado aparece mais equilibrada.
O cenário ocorre em meio à queda de popularidade de Trump: 66% dos americanos desaprovam sua gestão, o maior índice já registrado pela pesquisa Reuters/Ipsos.
Na mesma direção, as projeções reunidas pelo BTG Pactual apontam dificuldades para os republicanos, sobretudo na disputa pela Câmara dos Representantes.


