ECONOMIA
Midterms nos EUA: saiba se eleições no Congresso afetarão o Brasil
Em 3 de novembro, os norte-americanos escolherão os novos membros do Congresso


Faltam poucos dias para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, as "midterms". Em 3 de novembro, os americanos escolherão os membros do Congresso, que é composto por duas casas: a Câmara dos Representantes e o Senado.
A votação, entretanto, poderá ter um grande impacto na política econômica e no restante do mandato do presidente Donald Trump — previsto para terminar em janeiro de 2029.
Além disso, a disputa pelo controle do Congresso americano pode ter possíveis reflexos também para o Brasil, isso porque a votação pode determinar o espaço que o governo terá para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação.
Essas decisões também influenciam as expectativas dos investidores e podem afetar os juros e o dólar no mercado internacional.
O que são as “midterms”?
Conhecidas como "midterms", as eleições renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores permanecem no cargo por seis.
Na prática, o resultado pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso sem mudar o comando da Presidência porque todos os representantes da Câmara são escolhidos novamente a cada eleição, enquanto apenas cerca de um terço das cadeiras do Senado é renovado.
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As projeções disponíveis apontam vantagem dos democratas, principalmente na Câmara, enquanto a disputa pelo controle do Senado aparece mais equilibrada.
O cenário ocorre em meio à queda de popularidade de Trump: 66% dos americanos desaprovam sua gestão, o maior índice já registrado pela pesquisa Reuters/Ipsos.
Na mesma direção, as projeções reunidas pelo BTG Pactual apontam dificuldades para os republicanos, sobretudo na disputa pela Câmara dos Representantes.
Como as midterms afetam o Brasil?
Analistas acreditam não ter impactos significativos na política comercial com os Estados Unidos, e, portanto, não ter efeitos diretos no Brasil. Entretanto, há efeitos que podem ter movimentações de curto prazo nos investidores.
Para o Brasil, os efeitos das eleições americanas podem chegar principalmente por dois caminhos: os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e a cotação do dólar.
As decisões do Congresso sobre gastos e impostos influenciam as expectativas dos investidores sobre as contas públicas americanas. Se houver perspectiva de que as despesas do governo aumentem mais do que a arrecadação, por exemplo, os juros pagos pelos títulos do Tesouro podem subir.


