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Donos de Dragon Ball travam projeto de R$ 35 bilhões perto de Paris
Toei Animation desmente anúncio de Macron e afirma não ter cedido licença para o projeto


O ambicioso plano de erguer o primeiro parque temático do universo Dragon Ball na Europa sofreu um forte revés. Em um desmentido público que pegou o mercado de entretenimento de surpresa, os estúdios japoneses responsáveis pela franquia negaram categoricamente ter autorizado a criação do complexo perto de Paris, na França.
A manifestação oficial da Toei Animation coloca em xeque o anúncio feito pelo presidente francês Emmanuel Macron em parceria com o governo da Arábia Saudita. A promessa previa um megainvestimento de 6 bilhões de euros (cerca de R$ 35 bilhões) para erguer polos de lazer na cidade de Cergy-Pontoise.
No entanto, a Toei garantiu que não assinou nenhum contrato nem cedeu os direitos de imagem dos personagens criados por Akira Toriyama para que as obras tivessem início em solo francês.
O impasse expõe a complexidade do mercado editorial e de entretenimento japonês, no qual marcas gigantescas têm suas licenças divididas entre diferentes corporações globais:
- Toei Animation: Detém os direitos das animações e produções para TV, e afirmou "desconhecer qualquer elemento" que viabilize o parque;
- Editora Shueisha: Responsável pelas publicações dos mangás originais, a empresa declarou à imprensa que não possui vínculo com o projeto em Paris;
- Bandai Namco: Detentora dos direitos para videogames e brinquedos, preferiu não se pronunciar sobre a polêmica.
Sem a licença oficial dos detentores japoneses, o projeto imobiliário não pode utilizar nomes, cenários ou a imagem dos personagens do anime sob risco de batalhas judiciais internacionais.
"Alguns meios de comunicação informaram que foi tomada a decisão de construir um parque de Dragon Ball na França. Nem a nossa empresa, nem nenhuma das proprietárias da marca concederam licença para isso", cravou a Toei em nota oficial.
Apesar da repercussão negativa no setor de turismo e entretenimento, o Palácio do Elysée ainda não se posicionou para esclarecer se haverá uma tentativa de renegociação com os executivos em Tóquio ou se o plano do parque será reformulado.





