MUNDO
EUA x Venezuela: da acusação de narcotráfico à captura de Maduro
Escalada do conflito entre os países começou em agosto de 2025; entenda

Por Ane Catarine

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou as redes sociais na manhã deste sábado, 3, para afirmar que forças americanas realizaram ataques contra a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro. Esse é mais um capítulo da ofensiva norte-americana contra o país sul-americano, que vem se intensificando desde agosto do ano passado.
Na época, os Estados Unidos dobraram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Pouco depois, navios de guerra e um submarino nuclear foram enviados ao Mar do Caribe, marcando o início do reforço militar na região.
No dia 19 de agosto, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo Trump usaria “toda a força” contra o regime venezuelano.
Mas por quê?
O governo de Trump acusa Maduro de liderar o chamado Cartel de los Soles, grupo que foi classificado recentemente pelos Estados Unidos como organização terrorista internacional ligada ao tráfico de drogas.
Com essa classificação, autoridades americanas passaram a afirmar que integrantes do regime venezuelano poderiam ser considerados alvos legítimos em operações militares contra cartéis de drogas.
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Ataques
No dia 2 de setembro de 2025, os Estados Unidos realizaram o primeiro ataque contra um barco supostamente carregado com drogas no Mar do Caribe. A partir desse episódio, ações em mar aberto se tornaram frequentes e passaram a ocorrer também no Oceano Pacífico.
No fim do mês, o governo da Venezuela decretou estado de exceção, concedendo poderes especiais ao presidente Nicolás Maduro em caso de “agressão” por parte dos Estados Unidos.
O ataque mais recente foi realizado na madrugada deste sábado, 3. De acordo com a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos.
Moradores de diferentes bairros relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nas ruas. Segundo o governo da Venezuela, os ataques atingiram Caracas e também os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
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