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CRISE

Trump rejeita proposta iraniana para reabrir Estreito de Ormuz

Presidente dos EUA acusa regime de 'perder terreno' e avalia retomar ataques

Rodrigo Tardio
Por
Teerã previa liberação da rota marítima em sete dias
Teerã previa liberação da rota marítima em sete dias - Foto: KENT NISHIMURA / AFP

​O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou formalmente a proposta apresentada pelo Irã para reabrir, no prazo de uma semana, o tráfego comercial no Estreito de Ormuz . A recusa frustra as tentativas diplomáticas de desmobilizar o bloqueio na via marítima estratégica, por onde transita um quinto do petróleo mundial.

​"Querem chegar a um acordo para abrir o estreito imediatamente porque estão perdendo terreno de forma estrondosa", declarou o republicano, descartando os termos formulados por Teerã.

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​A iniciativa havia sido anunciada no dia anterior pelo chanceler iraniano, Abbas Araghchi, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

De acordo com o governo iraniano, o plano estabelecia um cronograma de sete dias para a liberação da navegação, contados a partir da validação do pacto por Washington.

​O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, afirmou que o texto fora elaborado em coordenação direta com o líder supremo, Mojtaba Khamenei, e que uma comissão de seis delegados havia sido investida de plenos poderes decisórios para selar a negociação.

​"A escolha cabe agora a Washington", disse Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, em pronunciamento na ONU.

​Tensão militar

​A rejeição americana ocorre em um momento de desconfiança mútua acentuada. Na sexta-feira, Trump publicou em sua rede social, a Truth Social, um mapa da região renomeando a passagem para "Estreito Trump".

​A hidrovia converteu-se no nó cego do conflito deflagrado no fim de fevereiro por bombardeios promovidos por EUA e Israel contra o Irã. Desde o início das ofensivas, o regime iraniano assumiu o controle militar do canal, enquanto as forças americanas responderam com um bloqueio naval aos portos do país persa.

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​De acordo com informações apuradas pelo periódico The Wall Street Journal, assessores da Casa Branca já indicavam que o presidente tenderia a vetar o acordo por avaliar que Teerã descumpriria as contrapartidas exigidas.

O jornal informou ainda que o governo americano estuda retomar as incursões aéreas contra o território iraniano após as eleições legislativas de meio de mandato, em novembro.

Bombardeios

​Os bombardeios diretos dos EUA em solo iraniano estão suspensos desde 1º de setembro, quando um ataque deixou cinco mortos e dezenas de feridos durante uma celebração de casamento no sudeste do país. Contudo, os confrontos envolvendo embarcações no estreito continuam.

​A manutenção do conflito impõe custos políticos a Trump. Com a proximidade do pleito legislativo, o republicano enfrenta desgaste popular interno em razão da alta no preço dos combustíveis provocada pela crise no Oriente Médio.

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Conflito no Oriente Médio diplomacia estreito de ormuz Irã Tráfego marítimo trump

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