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Editorial - Apelo às consciências

Publicado quarta-feira, 12 de janeiro de 2022 às 00:30 h | Atualizado em 11/01/2022, 22:27 | Autor: Da Redação
 Um milhão e meio
 de baianos estão
 com a segunda
 dose da vacina 
contra a Covid-19  atrasada
Um milhão e meio de baianos estão com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 atrasada -
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Um milhão e meio de baianos estão com a segunda dose atrasada em iniludível demonstração de o quanto narrativas negacionistas podem exercer seu desígnio perverso ao colocar insistentemente em dúvida a eficácia da vacina, mesmo depois de o avanço na imunização controlar a expansão do número de óbitos.

Não resta alternativa ao governador Rui Costa senão voltar a apelar para a população concluir a cobertura vacinal, na tentativa de vencer a resistência de parte da sociedade civil sob efeito de uma espécie de torpor mental, atribuído à hesitação de autoridades federais, resultando no desdém em relação aos mortos pela Covid-19, incluindo crianças.

O objetivo emergencial é viabilizar a persuasão dos céticos, considerando grande parte dos ausentes aos postos formar despropositada crença na ineficiência dos imunizantes, devido à distribuição incessante de mentiras editadas pelo banditismo digital.

Produz-se uma troca de lugar entre conteúdos falsos e fatos confirmados, na cabeça de confusos cidadãos, mas é possível verificar, com devida honestidade epistêmica, serem fortes os argumentos favoráveis à ciência, devido ao aumento de casos com a chegada da mais transmissível variante ômicron.

O chefe de Estado não  contém o desconforto ao exclamar ter “a Covid-19 explodido de novo no mundo inteiro!”, registrando na tarde de ontem 304 cidadãos internados na Bahia em Unidades de Terapia Intensiva, contra 180 em dezembro.

Não seriam fidedignas representações da realidade os textos capazes de gerar uma sensação de menor risco para nova cepa, cabendo ao gestor a obrigação de alertar para o perigo iminente, embora não se tenha intenção, por ora, da reabertura de leitos.

Concluiu o petista pela importância de os comunicadores evitarem referir como “menos letal” o inimigo recente, pois pode levar pessoas à morte e, nesta amostragem, não é a quantidade a variável de maior relevo, afinal mesmo uma só vida perdida deveria gerar esforço conjunto para evitar dor e sofrimento.

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