Editorial - Dose para retardatários

Publicado sábado, 27 de março de 2021 às 06:00 h | Atualizado em 26/03/2021, 22:10 | Autor: Da Redação

Não se pode entender voluntária a ausência de três mil pessoas na fila da segunda dose da vacina contra a Covid em Salvador, cabendo trabalhar com a hipótese de terem falta de recursos para mobilidade ou distração ao desonrar o compromisso consigo e os outros. É fácil verificar a data de retorno, escrita no cartão de vacinação e, no caso de quem não o encontra, vale buscar ajuda para consulta no endereço www.saude.salvador.ba.gov.br, na aba vacinação-covid, bastando informar os dados pessoais para obter a resposta.

Prevenida, a Secretaria Municipal da Saúde informou envio de mensagens de texto para os aparelhos celulares dos ausentes a fim de lembrar da necessidade de comparecer, senão na data combinada, mas sem demora, vencido o prazo comunicado. O cidadão aumentará o grau de imunização, quanto mais receber a segunda dose dentro do período pesquisado pela ciência, lembrando não oferecer a vacina 100% de garantia, mas aumentar as chances de o brasileiro livrar-se do padecimento de um quadro grave.

Quem faz parte deste grupo precisa comparecer aos postos de imunização, pois a eficácia está condicionada à repetição, preferencialmente em período estimado de 28 dias após a primeira aplicação, de acordo com os resultados das pesquisas realizadas. Ao negligenciar o procedimento, a pessoa produz prejuízo ao país, ora enfrentando o maior desafio sanitário e econômico da história: afinal, as vacinas têm custo para o estado e tomar apenas uma vez é jogar fora dinheiro dos tributos.

Agnósticos e líderes religiosos fundamentalistas; adeptos da ciência e negacionistas arrependidos; extremistas e fãs do centrão; se há algo capaz de unir polos antagônicos, neste auge da pandemia, no Brasil, é a vacinação, enquanto a dama da morte faz a ceifa. Caso o problema esteja na má retórica dos últimos insistentes em falácias, já passou demasiado do tempo para os inocentes perceberem intencionalidade ou incompetência dos receitadores de vermífugos, como parte do plano de redução populacional.

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