VERSÃO DA POLÍCIA
Aluno matou professora após ela se recusar a manter relacionamento
Segundo a polícia, a professora deixou claro ao aluno que qualquer envolvimento era incompatível com as normas da instituição de ensino

A morte da professora de Direito Penal e escrivã Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, pode ter sido motivada pela recusa da vítima em manter relação com o aluno. A principal linha de apuração foi apresentada nesta segunda-feira, 9, durante entrevista coletiva.
De acordo com a delegada Leisaloma Carvalho, responsável pela investigação, o estudante João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, não teria aceitado a rejeição e passou a insistir em um relacionamento além do vínculo acadêmico.
Segundo a polícia, a professora deixou claro ao aluno que qualquer envolvimento era incompatível com as normas da instituição de ensino. Mensagens analisadas pela investigação indicam que o estudante demonstrava frustração com a recusa e chegou a afirmar que havia “perdido para a concorrência” após Juliana publicar uma foto com o namorado.
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Versão descartada
Ao ser preso, João Cândido alegou ter mantido um relacionamento amoroso com a vítima por meses e que o afastamento teria ocorrido quando ela retomou contato com o ex-companheiro. Essa versão, no entanto, foi descartada pela polícia por falta de provas e contradições no conteúdo das conversas analisadas.
O crime
Juliana foi atingida por golpes de faca no tórax, com perfurações na região do peito, além de sofrer um corte profundo no braço direito. O ataque aconteceu na noite de sexta-feira, 6, dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho, Rondônia.
A arma utilizada foi localizada no local do crime e apreendida. O suspeito afirmou que a faca teria sido entregue pela própria professora dias antes do ataque, versão que não foi confirmada pela Polícia Civil.
Após cometer o crime, o estudante tentou fugir, mas foi contido por outro aluno da instituição, que é policial militar. Ele relatou ter ouvido gritos e barulhos vindos da sala e, ao entrar, encontrou a professora gravemente ferida e o agressor tentando escapar. O suspeito foi imobilizado até a chegada da polícia e preso em flagrante.
A professora foi socorrida e levada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
Ligações com a Bahia
Juliana Mattos tinha forte ligação com a Bahia, onde passou grande parte da vida. Ela se mudou ainda criança do Rio de Janeiro para Salvador, onde estudou no Colégio Antônio Vieira e se formou na Universidade Católica do Salvador (Ucsal).
A professora também teve inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) até 2016 e participou de seleções e concursos públicos no estado.
O corpo de Juliana foi cremado no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, no domingo, 8.
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