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RIXA FAMILIAR

Ataque a tiros deixa uma mulher morta e outra ferida na Bahia

Vítimas e criminosos são da mesma comunidade cigana

Redação
Por Redação
Silvane era mãe de uma jovem, de25 anos, e avó de duas crianças
Silvane era mãe de uma jovem, de25 anos, e avó de duas crianças -

Um ataque a tiros, na noite do sábado, 25, deixou uma mulher morta e outra ferida, na comunidade do Papelão, no bairro Kennedy, em Alagoinhas, cidade localizada a cerca de 78 quilômetros de Feira de Santana. A vítima fatal foi identificada como Silvane Ramos de Souza, de 43 anos.

A outra vítima, uma mulher de 35 anos e que seria parente de Silvane, foi levada ao Hospital Regional Dantas Bião (HRDB), onde, até a noite desta segunda-feira, 27, seguia internada. O estado de saúde dela não foi revelado.

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Segundo informações da Polícia Civil, as mulheres estavam na porta de casa conversando com familiares, quando foram surpeendidas a tiros por homens que chegaram ao local através de uma área de mata. Os criminosos já chegaram atirando. Silvane, que integrava uma comunidade cigana, foi atingida e morreu no local.

Em depoimento à polícia, familiares revelaram que o crime pode ter sido motivado por uma rixa familiar, já que vítimas e atiradores são parentes e são da mesma comunidade cigana.

Portão e paredes da casa de Silvane foram atingidos  pelos  tiros
Portão e paredes da casa de Silvane foram atingidos pelos tiros | Foto: Divulgação Rede Brasileira dos Povos Ciganos

Entidade cigana cobra apuração

A Rede Brasileira dos Povos Ciganos (RBPC) declarou, em nota, que o atentado ocorreu por volta das 19h30, quando três suspeitos armados saíram de um matagal, invadiram o quintal da casa de Silvane e dispararam contra o imóvel. A entidade acredita que os atiradores buscavam outras pessoas, que conseguiram fugir do local.

A RBPC informou que já encaminhou ofícios ao governador da Bahia, à Comissão de Direitos Humanos do Ministério Público Estadual (MPE) e a outras instituições, cobrando providências imediatas.

“A RBPC repudia essa indiferença e reforça: a vida cigana tem o mesmo valor que qualquer outra vida. Não aceitaremos o silêncio, nem o esquecimento. Silvane não será apenas mais um número em uma estatística fria. Ela será lembrada como símbolo de resistência, de coragem e da luta por justiça”, diz o comunicado.

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Investigações e sepultamento

O sepultamento de Silvane aconteceu na tarde desta segunda-feira, 27, no Cemitério Jardim da Saudade, em Alagoinhas. Ela era mãe de uma jovem de 25 anos e avó de duas crianças.

O caso é investigado pela 1ª Delegacia Territorial de Alagoinhas. A autoria e a motivação ainda são apuradas.

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Tags

Alagoinhas comunidade cigana direitos humanos investigação policial Polícia Civil tragédia familiar violência

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