ESTUPRO COLETIVO
Camisa usada por reú de estupro coletivo faz Renner tomar medida drástica
A frase da camisa ganhou repercussão na mídia nacional

A camisa usada por Vitor Hugo Simonin, 19, réu pelo estupro coletivo sofrido por uma jovem de 17 anos, no Rio de Janeiro, continua dando o que falar. Empresa responsável pela venda do produto, a Renner anunciou o recolhimento da peça em todas as unidades de suas lojas no Brasil.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 12, através de um comunicado. No registro, a Renner afirmou que as camisetas com a polêmica estampa foram retiradas das lojas físicas e on-line, não estando mais disponíveis para venda.
A empresa ainda reforçou que “repudia qualquer forma de violência ou conduta ofensiva” e alegou que o processo criativo da peça não tem relação alguma com movimentos misóginos.
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O que tinha escrito na camiseta?
A polêmica surgiu após Vitor Hugo chegar à delegacia usando uma camiseta com a frase “Regret nothing”, que traduzida em português significa “Não se arrependa de nada” e é frequentemente associada a grupos que pregam a superioridade masculina e discursos de ódio contra mulheres.

O uso da peça foi interpretado por internautas como um afronte a Justiça e a luta feminina contra a o abuso sexual e a violência, demostrando que o acusado não se arrepende do estupro cometido contra a adolescente.
Relembre o caso
Uma adolescente, de 17 anos, foi vítima de um estupro coletivo em Copacabana, no Rio de Janeiro. Apesar do crime ter acontecido no final do mês de janeiro, ele só ganhou repercussão na mídia em março.
Segundo informações da polícia, a jovem foi convidada por um ex-namorado, também menor de idade, para ir a um apartamento. Chegando no local, ela foi coagida a fazer sexo com ele e outros quatro homens, que estavam escondidos no imóvel.
Mesmo sob os avisos de recusa, a vítima foi abusada sexualmente e agredida pelos rapazes, que foram identificados como Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18), Vitor Hugo Oliveira Simonin (18), Mattheus Verissimo Zoel Martins (19) e João Gabriel Xavier Bertho (19).
Os quatro adultos envolvidos foram indiciados por estupro com concurso de pessoas e tiveram a prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes. Eles deverão responder pelo artigo 213 (estupro), que tem pena de 6 a 10 anos de reclusão, podendo ser elevada de um terço a dois terços.
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