DECISÃO
Caso Sashira: Justiça condena segundo acusado cinco anos após morte de estudante
Vinícius Botelho Fernandes de Almeida recebeu pena de 7 anos, 10 meses e 25 dias de prisão


Cinco anos após o assassinato de Sashira Camilly Cunha Silva, de 19 anos, a Justiça baiana condenou mais um acusado de envolvimento no crime. Marcos Vinícius Botelho Fernandes de Almeida recebeu pena de 7 anos, 10 meses e 25 dias de prisão, em regime semiaberto, após julgamento realizado na quarta-feira, 21, em Feira de Santana.
A sessão aconteceu no Fórum Felinto Bastos e se estendeu até aproximadamente 23h30. Durante a definição da sentença, a pena foi inicialmente estabelecida em 13 anos de reclusão, além de 10 dias-multa. Com a consideração do tempo em que o acusado permaneceu preso, o período informado para cumprimento da pena ficou em 7 anos, 10 meses e 25 dias.
A decisão representa a segunda condenação relacionada à morte da universitária, assassinada em setembro de 2021, no sudoeste da Bahia.
Em fevereiro de 2026, Rafael de Souza Lima, que mantinha um relacionamento com a vítima, foi sentenciado a 22 anos e cinco meses de prisão, em regime fechado.
O processo também envolve Filipe dos Santos Gusmão, apontado como participante do crime. A data em que ele será julgado ainda não foi divulgada.
Estudante foi dopada e morta após ataque
Aos 19 anos, Sashira Camilly cursava Engenharia Civil na Faculdade Independente do Nordeste (Fainor), em Vitória da Conquista. Sua morte provocou forte repercussão na cidade e em outras regiões do estado.
As investigações apontaram que o assassinato teve início com uma tentativa de dopar a universitária. Conforme a Polícia Civil, Rafael colocou clonazepam em uma bebida oferecida à jovem e, posteriormente, a atacou com uma faca.
Marcos Vinícius teria sido acionado para auxiliar na retirada do automóvel de Sashira. De acordo com a apuração policial, ele também participou da asfixia que provocou a morte da estudante.
Depois do assassinato, o corpo foi levado para Planalto, município situado na mesma região de Vitória da Conquista, onde acabou abandonado.
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Participação de terceiro acusado
A investigação também identificou a suposta atuação de Filipe dos Santos Gusmão na articulação entre os envolvidos.
Segundo a polícia, ele teria facilitado o contato entre Rafael e Marcos Vinícius e solicitado uma corrida por aplicativo para que Marcos chegasse ao local do crime.
Com duas condenações já registradas, o caso ainda aguarda a definição judicial sobre a responsabilidade do terceiro acusado.


