POLÍCIA
Caso Valdir Cabeleireiro: júri popular acontece após sete adiamentos em Salvador
Sessão está prevista para às 8h desta terça-feira


A morte do cabeleireiro Valdir Macário irá completar 10 anos no dia 12 de novembro de 2016 e os acusados do crime ainda não foram julgados pela Justiça. Após sete adiamentos, o júri popular está marcado para esta terça-feira, 6, no Salão do Júri do Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.
Edgar Santos da Silva, apontado como mandante do crime, e Patric Ribeiro Tupinambá, um dos executores, enfrentam o julgamento previsto para começar às 8h. Na última sessão, o adiamento aconteceu porque advogado de Edgar, Ivan Jezler, precisou ser internado após um quadro viral.
Após isso, a Defensoria Pública da Bahia foi acionada para assumir o júri dos dois acusados, caso alguma outra intercorrência acontecesse.

Relembre o caso
No dia 12 de novembro de 2016, dois homens executaram o cabeleireiro Valdir Macário a tiros, diante de funcionários e clientes dentro do estabelecimento da vítima, o Salão Valdir Cabeleireiro, localizado na Avenida Vasco da Gama, em Salvador.
Câmeras de segurança do local registraram o momento em que Patric e outro homem, ainda não identificado, chegam ao local enquanto Valdir está atendendo um cliente e, ao perceber a ação, corre para o banheiro na tentativa de se proteger.

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Enquanto Patric rendia as pessoas no salão, o terceiro suspeito foi atrás de Valdir e executou o cabeleireiro com cerca de 20 tiros de pistola calibre .40.
Edgar Santos da Silva, também conhecido como ‘Chocolate’, ficou dentro do carro aguardando os comparsas.
Motivação do crime
As investigações da Polícia Civil apontaram Edgar da Silva Santos como mandante do crime.
Em depoimento, ele confessou ao então diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado José Bezerra, que ordenou o assassinato por acreditar que Valdir acobertava o relacionamento entre seu irmão, Reginaldo Manoel da Silva, e sua esposa, Jucilene Alves dos Santos.
As investigações apontaram que, em 15 de outubro de 2016, um mês antes da execução de Valdir, Edgar havia pago cerca de R$ 20 mil para que homens matassem Reginaldo. Ainda no depoimento, 'Chocolate' alegou sentir-se ameaçado após Valdir afirmar que a tentativa de homicídio sofrida por Reginaldo não ficaria impune.


