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Ilha de médico baiano aparece entre os luxos de esquema do 'falso Mounjaro'

Médico Gabriel Almeida é suspeito de integrar uma quadrilha responsável pela fabricação clandestina do medicamento

Victoria Isabel
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Imagem ilustrativa da imagem Ilha de médico baiano aparece entre os luxos de esquema do 'falso Mounjaro'
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Novos desdobramentos da operação da Polícia Federal que investiga um esquema de fabricação e comercialização irregular de substâncias usadas em canetas emagrecedoras revelaram que uma ilha paradisíaca na Bahia tinha papel central no funcionamento da suposta organização.

A Ilha de Carapituba, localizada a cerca de 40 minutos de barco de Salvador, aparece nas investigações como um dos símbolos do luxo ostentado pelo médico baiano Gabriel Almeida, alvo principal da operação. A PF afirma que o imóvel, adquirido em consórcio pelo médico e outros investidores, funcionava como ponto de encontro, treinamento e demonstração de produtos a profissionais de saúde de todo o país. Os detalhes foram revelados em uma reportagem do Fantástico.

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Segundo o delegado Fabrízio Galli, a ilha servia simultaneamente como centro de estudos e ambiente de apresentação comercial, onde médicos aprendiam o chamado Protocolo de Emagrecimento e conheciam substâncias que seriam revendidas para clínicas e laboratórios. O local contaria com estrutura para cursos, recepções e encontros privados.

O médico influenciador

Gabriel Almeida, conhecido nas redes sociais por conteúdos sobre obesidade e estratégias de emagrecimento, e por circular em jatinho próprio, era o nome mais visado. Ele se apresenta como escritor, palestrante e professor de médicos. Apesar de não ser endocrinologista, sua defesa afirma que possui pós-graduações reconhecidas pelo MEC e que os encontros na ilha tinham caráter exclusivamente educacional.

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O advogado Ricardo Cavalcante afirmou ao Fantástico que Gabriel não fabrica medicamentos, não tem participação na Unikka Pharma e seria apenas consumidor dos produtos. Ele também nega que o médico fosse sócio oculto do laboratório.

A Unikka Farma negou qualquer fabricação ou venda do chamado “falso Mounjaro” e afirmou atender somente clínicas e médicos habilitados, sem comercialização ao público geral. Já a Anvisa informou ter fornecido apoio técnico para identificação de substâncias, mas que a investigação completa segue sob sigilo e é conduzida integralmente pela PF.

Laboratório e irregularidades

A operação cumpriu 24 mandados de busca e apreensão, incluindo ações em residências, clínicas e na sede da Unikka Pharma, na Zona Sul de São Paulo. De acordo com a PF, era ali que eram manipuladas e produzidas as ampolas de Tirzepatida — substância ativa do Mounjaro — sem atender às normas que regulam a manipulação individualizada. Apenas um laboratório tem autorização da Anvisa para vender a Tirzepatida em grande escala.

Além disso, foram encontrados anabolizantes, implantes hormonais e outros produtos manipulados em ambientes sem autorização para produção em larga escala.

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Emagrecimento Gabriel Almeida ilha Ilha paradisíaca moujaro polícia federal tirzepatida

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