POLÍCIA
Justiça mantém prisão de médico suspeito de torturar e estuprar homem na Bahia
Três investigados foram presos durante a Operação Emboscada e tiveram prisões mantidas


A prisão temporária do médico ginecologista Rodrigo Costa Brandão foi mantida pela Justiça após a audiência de custódia realizada na quinta-feira, 3. Ele está entre os três presos na Operação Emboscada, da Polícia Civil, que investiga o sequestro, a tortura e o estupro de um homem de 27 anos.
Segundo a investigação, o médico teria planejado a ação após o fim do relacionamento que mantinha com a vítima. O homem, que trabalhava como motorista de aplicativo e havia se formado em medicina no Paraguai, teria sido atraído para o local onde foi sequestrado por meio de uma corrida solicitada por Hayra Haianne Queiroz.
A polícia aponta que Hayra e Adilson Rodrigues Macedo teriam sido contratados por Rodrigo para executar o sequestro. A vítima permaneceu por quase duas horas em um cativeiro.
Ainda conforme informações apuradas pela TV Bahia, Rodrigo teria participado diretamente das agressões, usando um capuz para esconder o rosto. Depois, Adilson teria se juntado a um quarto suspeito, que ainda não foi localizado, para continuar as sessões de tortura.
Ao fim das agressões, o homem teria sido abandonado nu em uma estrada na região de Catolândia, no oeste da Bahia.
Além das prisões, a Operação Emboscada cumpriu mandados de busca em quatro endereços relacionados aos investigados. Para avançar na apuração, a Polícia Civil analisou imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas, os deslocamentos feitos pelos suspeitos e elementos obtidos por meio de perícias.
Dispositivos eletrônicos e outros materiais recolhidos durante a operação também serão submetidos a análise.
Os três investigados permanecem presos após as audiências de custódia. Eles são suspeitos de envolvimento em crimes de sequestro, tortura, estupro, lesão corporal grave e dano qualificado.