INVESTIGAÇÃO
Mistério revelado: ossada encontrada em Itaparica é de mineiro sequestrado
O jovem estava desaparecido desde outubro de 2025 e foi vítima de um sequestro seguido de morte

A ossada humana localizada em uma área de mata na Ilha de Itaparica pertence ao vendedor ambulante Daniel Araújo Gondim, de 25 anos, natural de Itapecerica (MG). A informação foi confirmada pela Polícia Civil da Bahia. O jovem estava desaparecido desde outubro de 2025 e foi vítima de um sequestro seguido de morte, segundo as investigações.
A identificação foi feita pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) por meio da análise da arcada dentária, após a família enviar toda a documentação odontológica do mineiro. A confirmação encerra meses de angústia sobre o paradeiro de Daniel, mas abre uma nova etapa do caso: a responsabilização criminal dos envolvidos.
A ossada foi encontrada no dia 16 de janeiro, em uma região de mata atlântica densa, próxima ao entroncamento de Mar Grande, às margens de um loteamento popular no município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica.
Objetos ligaram a cena aos suspeitos
No local onde os restos mortais foram achados, policiais também encontraram objetos considerados decisivos para a investigação, entre eles:
- um óculos, reconhecido pela família;
- um pedaço de camisa, compatível com a roupa usada por Daniel em sua última imagem conhecida;
- estojos de munição de pistola.
Segundo a polícia, os estojos correspondem a uma arma apreendida com suspeitos já presos, o que criou um elo direto entre a cena do crime e os acusados.
Prisões
Até o momento, quatro pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no sequestro e assassinato: dois homens e duas mulheres. As prisões ocorreram em operações realizadas pela 24ª Delegacia Territorial (DT/Vera Cruz) e pela Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), nos meses de dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
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Possível motivação
As investigações indicam que Daniel foi atraído para uma armadilha após cobrar uma dívida de pouco mais de R$ 300, relacionada à venda de roupas íntimas. O valor, considerado baixo, teria motivado um desfecho violento.
De acordo com as delegadas responsáveis pelo caso, os principais suspeitos são dois irmãos, apontados como integrantes de uma facção criminosa com atuação na região. Eles são acusados de efetuar os disparos que mataram o jovem. O sequestro e as extorsões enviadas à família fizeram parte do plano criminoso.
Família viveu semanas de terror
Durante semanas, parentes de Daniel, que moram em Minas Gerais, viveram momentos de desespero. Após o desaparecimento, começaram a receber mensagens extorsivas, nas quais o jovem pedia transferências em dinheiro e afirmava estar sob ameaça de morte.
O momento mais grave ocorreu quando a família recebeu uma foto de Daniel com uma arma apontada para a própria cabeça. Ao todo, foram feitas duas transferências bancárias, que somaram cerca de R$ 3 mil. Após o último depósito, todo o contato foi interrompido.
Relembre o caso
Daniel Araújo Gondim vinha à Bahia com frequência para trabalhar como vendedor ambulante, comercializando panelas, roupas e produtos domésticos. Conhecido pela rotina disciplinada, o desaparecimento causou estranheza entre familiares e amigos.
Cronologia do crime
- 08/10/2025: Daniel é visto pela última vez em Itaparica.
- Outubro/2025: família recebe mensagens de extorsão e imagem sob ameaça; depósitos somam R$ 3 mil.
- Dezembro/2025: dois suspeitos são presos.
- Janeiro/2026: mais duas suspeitas são capturadas.
- 16/01/2026: ossada e objetos pessoais são encontrados em mata de Vera Cruz.
- 29/01/2026: DPT confirma oficialmente que a ossada é de Daniel Gondim.
Nota da Polícia Civil
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou que a ossada humana encontrada no dia 16 de janeiro de 2026, em uma área de mata na Ilha de Itaparica, pertence a Daniel Araújo Gondim, de 25 anos, sequestrado em outubro do ano passado, no município de Vera Cruz. Até o momento, dois homens e duas mulheres suspeitos de envolvimento no crime foram presos em operações realizadas pela 24ª Delegacia Territorial (DT/Vera Cruz) e pela Delegacia Especializada Antissequestro (DAS). As investigações seguem em andamento.
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