POLÍCIA
Oruam tem habeas corpus revogado e prisão preventiva decretada
Decisão foi tomada após a Justiça entender que o rapper teria descumprido medidas cautelares impostas anteriormente

O rapper Oruam teve sua prisão preventiva decretada nesta terça-feira, 3, pela juíza Tula Corrêa de Melo, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A medida foi tomada após seu habeas corpus, que o mantinha livre, ser revogado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta segunda-feira, 2.
A decisão foi baseada no entendimento de que o rapper teria descumprido as medidas cautelares impostas pela Justiça anteriormente, especificamente falhas no carregamento da tornozeleira eletrônica.
Entenda o mandado
O novo mandado determina que a Justiça “PRENDA e RECOLHA, em alguma unidade prisional” o rapper Oruam.
Os relatórios de verificação apontaram 28 interrupções do sinal da tornozeleira por falta de bateria no dispositivo de monitoramento em um intervalo de somente 43 dias. Com isso, o rapper teve seu habeas corpus, que o mantinha em liberdade, revogado.
A defesa de Oruam argumentou dizendo que as falhas ocorreram por problemas no carregamento da bateria do equipamento.
Mas, o relator do caso afirmou, no entanto, que os episódios ultrapassam essa justificativa e apontou risco à aplicação da lei penal.
Leia Também:
Investigação que envolve Oruam
Todas as medidas envolvem a investigação de Oruam que se iniciou em julho de 2025, no bairro do Juá, no Rio de Janeiro, onde o cantor residia.
De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), o artista e outros indivíduos teriam praticado duas tentativas de homicídio qualificado contra dois policiais civis que cumpriam um mandado de busca e apreensão.
Os policiais relataram que foram alvo de pedras arremessadas do andar superior da residência do rapper.
Somado a isso, as autoridades apontam que Oruam teria utilizado de suas redes sociais para desafiar a Justiça.
Em setembro de 2025, o STJ substituiu a prisão por medidas alternativas, como:
- comparecimento periódico à Justiça;
- recolhimento domiciliar noturno;
- monitoramento eletrônico.
Porém, com a nova decisão, a prisão preventiva volta a valer.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




