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POLÍCIA

Sócios: grupo chines utiliza o PCC para blindar lavagem de R$ 1 bilhão

Investigação aponta que pessoas ligadas a organização criminosa eram usadas como “laranjas” em esquema de vendas de eletrônicos

Gustavo Zambianco

Por Gustavo Zambianco

12/02/2026 - 11:00 h

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Grupo chinês é investigado por utilizar o PCC para blindar esquema de lavagem de dinheiro
Grupo chinês é investigado por utilizar o PCC para blindar esquema de lavagem de dinheiro -

Um esquema de lavagem de dinheiro por meio da venda de eletrônicos, arquitetado por um grupo chinês ligado à facção criminosa do PCC (Primeiro Comando da Capital) entrou na mira da Polícia Civil de São Paulo (PCESP) nesta quarta-feira, 12.

De acordo com a PC, o grupo chinês utilizava membros da facção paulista para blindar movimentações de mais de R$ 1 bilhão.

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A organização estrangeira foi alvo de uma operação na manhã desta quinta-feira, 12, nos estados de São Paulo e Santa Catarina.

Membros do PCC usados como escudo

De acordo com as investigações, integrantes do PCC, que tem um histórico de tráfico de drogas, roubo e receptação, serviam como sócios de fachada e beneficiários de imóveis de alto valor.

A PC apontou o uso das figuras faccionadas como uma estratégia para a proteção do dinheiro do grupo.

Esquema sofisticado e nacional

A atuação dos criminosos é dada como sofisticada pelas autoridades, ainda pontuam que a distribuição dos produtos é feita em São Paulo para todo o Brasil.

Até o momento um homem foi preso e alguns veículos foram apreendidos.

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Investigação e sequestro de bens

As investigações apontam que a organização chegou aos valores bilionários em somente sete meses.

Além disso, foi constatado que as vendas dos produtos eram feitas pela plataforma principal, mas os pagamentos eram direcionados às empresas de fachada, que exerciam o papel de "contas de passagem".

Com isso, as notas fiscais eram emitidas por outras empresas.

Um ponto importante da operação, o Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP) do MP realizou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão.

Nesses valores estão envolvidos:

  • R$ 25 milhões em imóveis e automóveis de luxo;
  • diversas contas bancárias em nome de "laranjas";
  • aplicações financeiras.

Somado a isso, são cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e três de prisão em São Paulo e Santa Catarina.

Para as ações, foram mobilizados 100 policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

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