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Irmã de Valdir Cabeleireiro lamenta quinto júri adiado: "Indignação"

Crime aconteceu há quase 10 anos e chocou a capital baiana

Alice Paulilo e Luiza Nascimento
Por Alice Paulilo e Luiza Nascimento
| Atualizada em
Ide Macário, irmã de Valdir
Ide Macário, irmã de Valdir - Foto: Alice Paulilo/Ag. A TARDE

Marcado para ocorrer na manhã desta terça-feira, 25, o júri popular dos dois apontados como responsáveis pela morte do cabeleireiro Valdir Macário, foi adiado pela quinta vez. Só neste mês, esta a segunda vez que a audiência é remarcada.

Uma das causas para a protelação é que Patric Ribeiro Tupinambá, um acusados da execução, fugiu e foi preso novamente em Minas por tráfico de drogas. Depois ele foi transferido de volta para Bahia após quase 1 ano.

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O portal A TARDE compareceu ao Fórum Ruy Barbosa, onde aconteceria a sessão, e conversou com Ide Macário, irmã de Valdir, que lamentou mais um adiamento.

"O sentimento que a gente tem agora é de indignação por estar aqui e como se estivesse encontrando uma porta fechada. Mesmo assim, ainda temos, com tantas manobras, que acreditar nessa justiça brasileira. E que a gente não vai se cansar de vir não. A gente acredita e vai continuar acreditando que o resultado e tudo isso aí vai chegar", afirmou.

Durante o desabafo, Ide teceu uma série de críticas para o sistema judiciário, afirmando estar insatisfeita com a demora, tendo em vista que são quase 10 anos de espera.

"Será que a gente teria que sair daqui sorrindo? O que a gente tá aguardando? O Ministério Público deixou muito claro. A gente vai ainda

continuar acreditando nessa instituição, até porque a gente precisa de informações dela", disparou.

Valdir Macário
Valdir Macário - Foto: Reprodução

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Próximos passos

Segundo o entendimento de Alonso Guimarães, advogado da família da vítima, os adiamentos anteriores foram justificáveis, devido à alta complexidade do processo.

"É extremamente complicado a gente lidar com a vida e a morte das pessoas e a liberdade também. No tribunal do júri não pode ter defeitos nem falhas. Então, a gente entende que esses adiamentos anteriores têm as suas justificativas", disse Guimarães.

Com a decisão da nova data, o especialista aponta que seguirá estudando todo o caso para atuar quando a Justiça entender que seja possível.

"A gente vai fazer um estudo profundo acerca do processo todo, dos laudos da pericial periciais, um estudo mais a fundo a medicina legal que vai ajudar bastante nesse júri", explicou.

Alonso Guimarães, advogado da família
Alonso Guimarães, advogado da família - Foto: Alice Paulilo/Ag. A TARDE

O que se sabe sobre o crime?

Valdir foi assassinado no dia 12 de novembro de 2016, quando dois homens invadiram o salão de beleza da vítima, na Avenida Vasco da Gama, em Salvador, e efetuaram tiros, diante de funcionários e clientes.

De acordo com o avogado, ele estaria tentando aproximar o irmão Reginaldo Manoel da Silva de uma mulher, supostamente casada. A acusação pontua que os acusados, Patric Ribeiro Tupinambá e Edgar Santos da Silva, chegaram a confessar a participação no delito.

Além disso, Alonso Guimarães afirma que laudos da Medicina Legal mostram que foram encontradas lesões em Valdir, que apontam que ele tentou se defender, mesmo desarmado.

"Esses tipos de lesões são clássicas e indicam que a o autor do crime, o que ceifou a vida, estava com um poderio muito maior de agressividade do que a vítima", disse ao portal

Entre as provas usadas pela acusação estão imagens de câmeras de segurança, que demonstram a entrada dos indivíduos.

"Essa perícia toda de local de crime vai ajudar bastante porque, após o colhimento dessas imagens, testemunhas foram na delegacia e com aquele trabalho de investigação da polícia, conseguiu demonstrar que algumas testemunhas reconheceram alguns acusados, estavam no local e viram aquele sofrimento terrível onde uma pessoa foi brutalmente assassinada", detalhou.

Fórum Ruy Barbosa
Fórum Ruy Barbosa - Foto: Alice Paulilo/Ag. A TARDE

Pagamento de R$ 20 mil

Investigações apontam que um mês antes da execução, Edgar havia pago cerca de R$ 20 mil para que homens matassem Reginaldo, irmão da vítima, que chegou a ser atingido por tiros, mas está vivo.

"Isso desencadeou para Valdir, porque os executores e mandantes com a necessidade de poder pensaram que Valdir poderia estar tentando aproximar o Reginaldo da senhora e isso foi um estopim para que ele perdesse a vida por conta de uma suposição".

Alonso Guimarães segue atuando como advogado da família, mas após a habilitação ser deferida, passará a ser assistente de acusação para atuar ao lado do Ministério Público no intuito de buscar a condenação.

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Salvador Valdir Cabeleireiro Valdir Macário

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