APROXIMAÇÃO
Afago ao aliado e cadeiras vazias: almoço de Coronel com vereadores
Em entrevista ao Portal A TARDE, vereador Kiki Bispo contou bastidores do encontro

O vereador Kiki Bispo (União Brasil), líder do governo na Câmara Municipal de Salvador (CMS), revelou nesta terça-feira, 10, em entrevista ao Portal A TARDE, os bastidores do almoço que reuniu vereadores da base do prefeito Bruno Reis (União Brasil) na casa do senador Angelo Coronel (PSD-BA), que recentemente rompeu com a base governista da Bahia.
O encontro, realizado na tarde de segunda-feira,9, esvaziou a sessão ordinária da Câmara Municipal e foi articulado pelos próprios vereadores com o objetivo de demonstrar apoio ao mais novo aliado.
“O almoço foi uma iniciativa de nós, vereadores da base governista, para podermos estar próximos de Coronel e nos colocarmos à disposição dele. A gente sabe que a capital baiana tem um papel fundamental nas eleições e buscamos esse encontro para dizer que faremos o máximo para ele ter uma votação grande aqui na capital. Esse foi o propósito”, explicou.

Clima de intimidade
Vídeos publicados por Coronel nas redes sociais indicam proximidade e clima de amizade com os novos aliados. Questionado sobre o grau de alinhamento entre o senador e o grupo, Kiki afirmou que há sintonia e que as pautas e os objetivos já estão voltados para a pré-campanha.
Segundo o líder do governo na CMS, porém, a oposição ainda aguarda o anúncio oficial do desembarque político de Coronel, ponto que já havia sido citado pelo prefeito Bruno Reis.
“Só falta o anúncio oficial por parte de Coronel. As conversas, o estilo e o jeito já estão totalmente focados na pré-campanha que está para começar”, afirmou.
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Partido que deve abrigar Coronel
Após ser retirado da chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o senador Angelo Coronel afirmou que deixaria o PSD para se filiar a uma sigla que integre a base do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil).
Segundo Kiki Bispo, a indefinição partidária é um dos principais entraves para o anúncio oficial do desembarque político. De acordo com ele, a escolha precisa estar alinhada ao posicionamento do grupo no cenário nacional diante da polarização eleitoral.
“A questão do partido é o grande imbróglio. Há um arco de siglas dispostas a receber Coronel, mas essa decisão precisa casar com as pretensões nacionais. As eleições estaduais acabam sendo influenciadas pelo cenário nacional e esse jogo é muito importante para a Bahia”, afirmou.
Kiki também avaliou que o União Brasil seria um destino natural para o senador, citando o peso político da Federação União Progressista.
“Acredito que ele ficaria muito bem no União Brasil. A federação é hoje a maior do país. Receber um senador do porte de Coronel só engrandece o partido”, concluiu.
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