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Alckmin se reúne com representante de governo americano após tarifaço

Medida imposta pelo presidente Donald Trump entrou em vigor na quarta, 6

Da Redação
Por Da Redação
Além de vice-presidente, Alckmin também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Além de vice-presidente, Alckmin também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços - Foto: Valter Campanato | Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin reuniu-se nesta quinta-feira com um representante do governo dos Estados Unidos, o o encarregado de Negócios da Embaixada e Consulados dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, para discutir a relação comercial do Brasil com o país após o tarifaço imposto por Donald Trump ter entrado em vigor.

A reunião foi confirmada por ambos países, mas o teor da conversa não foi informado. Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, afirmou que cerca de 35,9% das exportações brasileiras foram atingidas com a medida do governo americano.

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O vice-presidente, em entrevista na Rede Globo na semana passada, ainda frisou que a queda de braço é negativa para os dois países envolvidos.

“É um perde-perde. Nos atrapalha em mercado, emprego e crescimento, e encarece os produtos americanos”, destacou Geraldo Alckmin.

A reunião ocorre após o presidente Lula (PT) afirmar que não irá "se humilhar" para o governo norte-americano e que está disposto a conversar caso Donald Trump realmente aceite negociar a questão.

Tarifaço

O 'tarifaço' dos Estados Unidos contra o Brasil entrou oficialmente em vigor nesta quarta-feira, 6. A medida da Casa Branca, iniciativa do presidente Donald Trump, prevê uma sobretaxa de até 50% para produtos brasileiros exportados para o país.

Anunciada no dia 9 de julho, tendo como justificativa uma suposta perseguição do Judiciário ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a taxa foi oficiliazada no dia 30 do mesmo mês, mas adiada para começar nesta quarta, 6 (a expectativa é que tivesse início no primeiro dia de agosto).

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, minimizou os impactos da medida e também informou que o governo Lula estuda ações para mitigar os efeitos da tarifação na economia do Brasil.

Já na Bahia, a medida preocupa já que os Estados Unidos são um dos maiores parceiros comerciais da Bahia na importação de produtos como petróleo, ferro, celulose, grãos e etc, e estima-se que o impacto pode ser grande na economia baiana.

Além de perdas desses produtos, que já estavam prontos para serem exportados ao país norte americano, o estado baiano deve seguir um efeito cascata que deve começar pela perda de produção e consequentemente a uma perda financeira que pode afetar desde os grandes produtores aos pequenos.

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