AFIRMAÇÃO
Aldo Rebelo reafirma pré-candidatura à presidência e desafia partido
Ex-ministro diz que disputa com Joaquim Barbosa vai ser decidida na Justiça e em convenção da sigla


O ex-ministro Aldo Rebelo (DC) reafirmou que mantém pré-candidatura à Presidência da República e declarou que o impasse interno pela indicação do partido vai ser decidido pela Justiça e pela convenção nacional da sigla.
A afirmação foi feita nesta quarta-feira, 15, durante participação no almoço-debate "Tá na Mesa", promovido pela Federasul na capital gaúcha.
Racha
A postulação de Rebelo expõe uma racha na legenda. O ex-ministro chegou a ser expulso do Democracia Cristã após contestar publicamente a decisão do presidente nacional do partido, João Caldas, de lançar o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa ao Planalto.
Leia Também:
Rebelo conseguiu reverter a punição em junho, por meio de uma liminar da Justiça do Distrito Federal que suspendeu a expulsão e garantiu a manutenção de sua filiação.
Cenário eleitoral
Ao analisar o atual cenário eleitoral, Rebelo minimizou os baixos índices de intenção de voto nas pesquisas, argumentando que a polarização concentra a preferência do eleitorado nos líderes dos levantamentos.
O ex-ministro também questionou a viabilidade e o real interesse de Joaquim Barbosa na disputa, lembrando que o magistrado aposentado pontua apenas 1% nas pesquisas e sequer confirmou se aceitará o convite do partido.
"Ele não confirmou até hoje. Pelo contrário, está no noticiário que teria desistido", criticou.
O embate ocorre em um momento em que o DC enfrenta dificuldades para costurar alianças e viabilizar a estrutura de uma campanha em nível nacional, o que alimenta os rumores sobre uma eventual desistência de Barbosa.
Definição
A definição sobre o nome que vai representar o partido vai caber à convenção nacional, que deve ser realizada entre 20 de julho e 5 de agosto.
Em palestra aos empresários gaúchos, Rebelo também teceu duras críticas à polarização política entre esquerda e direita no país. De acordo com ele, o acirramento ideológico atua como uma barreira que impede o debate de alternativas reais para os problemas estruturais do Brasil.


