ELEIÇÕES 2026
Após o 8 de Janeiro, Brasília está preparada para as eleições?
A atuação será distribuída pelos 614 locais de votação do Distrito Federal



O 8 de janeiro de 2023 marcou a invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília. O episódio colocou em evidência os desafios para garantir a segurança de prédios públicos e de grandes eventos na capital federal.
Quase quatro anos depois, Brasília se prepara para as eleições de 2026 e para a posse do próximo presidente da República. Podemos esperar mais segurança e reforço nesta eleição ou viveremos outro caso igual do dia 8 de janeiro de 2023?
Como será a segurança no dia 4 de outubro?
De acordo com informações enviadas ao Portal A TARDE, Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) preparou uma operação especial. O reforço começa no dia 2 de outubro e contará com mais de 5 mil policiais militares exclusivamente na Operação Eleições.
A atuação será distribuída pelos 614 locais de votação do Distrito Federal. Cada ponto terá uma dupla de Policiamento Ostensivo Geral (POG), enquanto mais de 250 viaturas farão patrulhamento e estarão disponíveis para atender ocorrências relacionadas ao pleito.
Unidades especializadas também serão posicionadas em áreas consideradas mais sensíveis. Além disso, uma tropa de contingência ficará de prontidão para situações que possam comprometer a ordem pública.
A PMDF informou que o reforço eleitoral não vai reduzir o policiamento cotidiano. Segundo a corporação, nenhum policial será retirado das atividades ordinárias das regiões administrativas para integrar a operação.
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O que mudou depois do 8 de Janeiro?
Segundo informações do Supremo Tribunal Federal (STF) enviadas ao A TARDE, a Corte possui um plano estruturado para situações que envolvem grandes eventos ou julgamentos de amplo interesse público.
O STF também mantém articulação permanente com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal para definir as ações necessárias em cada situação.

A experiência do 8 de Janeiro também aparece no contexto atual de preparação para eventos de grande porte, que levam em consideração fatores como vulnerabilidade, histórico de ocorrências e possíveis riscos à ordem pública.
E a segurança da posse?
A posse do próximo presidente também deverá exigir um planejamento específico, devido à concentração de autoridades, convidados, imprensa e público em Brasília.
O STF informou que possui protocolos para grandes eventos e que a segurança é planejada em conjunto com os órgãos responsáveis. O modelo definitivo para a posse, no entanto, dependerá das definições das autoridades responsáveis pela operação.
Caso recente
A preocupação com a segurança do STF voltou a chamar atenção recentemente. Um homem foi preso após tentar invadir o edifício-sede da Corte. Ele teria tentado pular uma grade e arremessado uma mochila sobre o telhado de uma parada de ônibus.

A situação levou ao acionamento do Esquadrão Antibombas e ao isolamento da área. A PMDF posteriormente descartou a existência de bomba na mochila e encerrou a operação.
Assim, entre o 8 de Janeiro e as eleições de 2026, o planejamento de segurança em Brasília passou a envolver estruturas específicas para grandes eventos, com reforço de efetivo, análise de risco e tropas preparadas para situações de emergência.
Relembre o caso do dia 8 de Janeiro
Em 8 de janeiro de 2023, manifestantes invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os atos foram relacionados à atuação de uma organização criminosa investigada por uma tentativa de golpe de Estado. Para a Procuradoria, o episódio foi o “desfecho violento” dos movimentos atribuídos ao grupo.
Desde então, o STF já condenou réus relacionados à trama golpista e aos atos antidemocráticos.


