POLÍTICA
Após queixas, Moraes atende apelo de Bolsonaro sobre ar-condicionado
Ministro do STF pediu esclarecimentos da PF sobre tema

Por Gabriela Araújo

As queixas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o ar-condicionado se transformaram em uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), à Polícia Federal solicitando esclarecimentos sobre os ruídos causados pelo aparelho.
O ex-presidente está preso na Superintendência do órgão, localizado em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Nesse sentido, a PF terá prazo de cinco dias para encaminhar o relatório com os esclarecimentos decididos por Moraes após a defesa de Bolsonaro pedir providências sobre a situação.
"O ruído persiste sem interrupção, durante as 24 horas do dia, gerando ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas do custodiado, configurando situação que ultrapassa o mero desconforto e passa a caracterizar perturbação contínua à saúde e integridade do preso", afirmaram os advogados.
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No pedido enviado a Moraes, a defesa do ex-presidente sugere as seguintes medidas para solucionar o problema apresentado pelo ar-condicionado:
- adequação do equipamento
- isolamento acústico
- mudança do layout ou outra solução equivalente
Conforme os advogados, o aparelho de ar-condicionado central está instalado ao lado da janela da sala em que Bolsonaro está custodiado.
Filho de Bolsonaro diz ter sido barrado ao tentar visitar pai na PF
O ex-vereador carioca e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), afirmou na manhã desta segunda-feira, 5, que foi barrado ao tentar visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.
Em publicação na rede X (antigo Twitter), Carlos disse que não é verdadeira a informação de que as visitas familiares teriam sido liberadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
“O que ocorreu, na prática, foi apenas o fim da exigência de que a família tivesse de protocolar pedidos sucessivos e aguardar, muitas vezes em vão, a ‘boa vontade’ do ministro”, afirmou.
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