POLÍTICA
AtlasIntel: maioria dos brasileiros não confia nos ministros do STF
Pesquisa avaliou cenário político do Brasil em meio ao caso Master



A maioria da população brasileira não confia no trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). É o que aponta o levantamento AtlasIntel/Estadão divulgado nesta terça-feira, 22.
De acordo com a pesquisa, 61.0% dos entrevistados não confiam no trabalho e nos ministros da Suprema Corte. Outros 27.8% afirmam confiar no trabalho exercido pelos magistrados.
Já uma parcela de 11.1% dos entrevistados não soube responder ao questionamento.
Esse é o primeiro levantamento de avaliação de imagem do STF desde os desdobramentos envolvendo a alta cúpula do Judiciário ao caso Master, que tem como protagonista o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Imagem dos ministros do STF
O instituto AtlasIntel também analisou a imagem dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Dos magistrados, Cármen Lúcia, única mulher da Corte, é a que aparece com a melhor avaliação.
Cerca de 47% dos entrevistados possuem uma imagem positiva de Cármen Lúcia, que é seguida por André Mendonça, um dos elementos-chave dos inquéritos do caso Master, com os mesmos 47%.
A diferença é que a imagem negativa de Mendonça, que iniciou a ‘onda’ de quebra de sigilo dos inquéritos envolvendo Daniel Vorcaro e demais ministros do Supremo, é de 48%, enquanto apenas 38% possuem uma percepção negativa de Cármen Lúcia.

A menor imagem positiva é do ministro Dias Toffoli, que foi mencionado nos relatórios divulgados, levantando suspeitas sobre uma relação próxima a Daniel Vorcaro, com 5%. Outros 79% possuem uma imagem negativa com relação ao ministro, a maior entre todos eles.
Ranking de imagem positiva dos ministros do STF
- Cármen Lúcia: 47%
- André Mendonça: 47%
- Flávio Dino: 44%
- Alexandre de Moraes: 36%
- Luiz Fux: 36%
- Cristiano Zanin: 34%
- Edson Fachin: 22%
- Nunes Marques: 12%
- Dias Toffoli: 5%
AtlasIntel/Estadão
A AtlasIntel/Estadão entrevistou 1.852 respondentes, entre os dias 17 e 21 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%.