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DERROTA DO GOVERNO

IOF: Jaques Wagner alega estranheza após acordo frustrado no Congresso

Apesar de trato firmado, governo não conseguiu evitar derrota política

Gabriela Araújo
Por Gabriela Araújo
Jaques Wagner (PT) durante lançamento do da empresa Windey Energy no Brasil
Jaques Wagner (PT) durante lançamento do da empresa Windey Energy no Brasil -

A dura derrota do governo Lula (PT) na votação sobre o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no Congresso Nacional na última quinta-feira, 25, foi recebida com “estranheza” pelo líder do governo, Jaques Wagner.

Isso porque, segundo o petista, havia um acordo firmado entre os representantes do Legislativo para que a matéria fosse aprovada com folga.

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Em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira, 27, o congressista baiano explicou como funcionou a estratégia discutida entre ministros, líderes de governo e os presidentes das casas.

“O que causou estranheza foi que nós fizemos num domingo, na residência oficial, nós fizemos uma reunião com os dois presidentes da Câmara, do Senado, o ministro Haddad com a equipe dele, a ministra Gleisi com a equipe dela, e lideranças do Senado, da Câmara, da chamada base do governo. Havia lá sete senadores, uns nove deputados, e saiu todo mundo exultante com o resultado da reunião”, iniciou Wagner.

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O senador, que esteve presente no lançamento da empresa Windey Energy no Brasil, que aconteceu no Senai Cimatec, em Salvador, disse que, durante o encontro, ficou pactuado uma mudança tática para a entrega de um projeto mais azeitado sobre o tema.

“Dali partiu a ideia de retirar o primeiro decreto que tinha sido feito sobre o IOF para fazer um outro, vou chamar assim, mais abrandado. E ir uma MP [Medida Provisória] com outros itens que eram importantes, exatamente para o equilíbrio fiscal”, afirmou o senador.

A medida, contudo, foi derrubada um dia antes da votação em plenário. Na ocasião, os políticos voltaram atrás e decidiram cancelar o trato.

“Não me pergunte porquê, porque eu não sei. Só quem pode saber é quem derrubou. Então, é óbvio que isso é ruim, porque como eu disse na minha fala, a Casa vive de acordo. Foi feito um acordo e depois derrubado o acordo unilateralmente”, disse aos jornalistas.

Votação

O PDL (projeto de decreto legislativo) que derruba as regras do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) do governo Lula (PT) foi aprovado pelo Congresso Nacional na quarta-feira, 25.

Foram 383 votos favoráveis e 98 contrários em sessão semipresencial na Câmara e votação simbólica no Senado.

O Senado votou proposta após a aprovação do PDL pelos deputados. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), fechou um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) para votar o texto no mesmo dia nas duas Casas.

É a primeira vez em 30 anos que um decreto presidencial é derrubado. O último episódio aconteceu em 1992, no governo Fernando Collor de Mello.

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