POLÍTICA
Bruno Reis acusa PT de traição a Coronel e diz: "Chupa o sangue dos aliados"
Prefeito de Salvador diz que sentará à mesa com senador ainda nesta semana

Por Ane Catarine e Gabriela Araújo
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Seguindo a linha dos seus aliados, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), fez coro ao que estão chamando de "traição" a Angelo Coronel (PSD) por ter sido preterido da chapa majoritária na disputa pela sua reeleição, em detrimento da formação da chamada chapa puro-sangue, apenas com nomes petistas.
Nesta segunda-feira, 2, o chefe do Executivo municipal criticou a condução do PT, partido que historicamente rivaliza, e o tratamento da sigla com os seus pares. Bruno chamou a agremiação que abriga Lula de "sanguessuga".
“Ele [Coronel] foi traído, ele é vítima nesse processo. O PT é isso, suga, chupa o sangue dos aliados, daquele abraço de urso e depois descarta”, afirmou o prefeito, antes da abertura solene dos trabalhos na Câmara de Salvador.
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O gestor municipal ainda relembrou as antigas formações de chapa, quando houve a exclusão de figurões políticos, como a deputada Lídice da Mata (PSB), que em 2018, teve o seu direito de disputar à reeleição impedido para abrigar um novo aliado, o agora senador Angelo Coronel.
“Temos uma amizade, uma relação. Sempre nos falamos. A gente esperava um desfecho na base do governo. Ele foi mais uma vez, como fizeram com outros no passado, comunicado pela imprensa. [...]. Tiraram o direito dele de disputar a reeleição, o que fizeram com Lídice, como fizeram com João Leão e com Walter Pinheiro”, disse Bruno aos jornalistas.
Saída de Coronel do PSD
O prefeito Bruno Reis (União Brasil) também comentou sobre a mudança de partido do senador Angelo Coronel. Ele confessou aos jornalistas que deve sentar-se à mesa com o congressista ainda nesta semana para tratar sobre a troca de sigla.
“[...] Ele tomou a decisão e já anunciada publicamente, de seguir o caminho dele e iniciar as tratativas conosco. Acho que a partir dessa semana, vamos ter conversas objetivas para discutir a forma, o momento e para qual partido, todos os partidos da nossa base, manifestaram o desejo de abrir as portas para [ele] disputar a vaga ao Senado”, concluiu.
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