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NOVO MINISTRO?

Câmara vota nesta quarta-feira indicação de Rodrigo Pacheco ao TCU

Votação ocorre um dia após aprovação no Senado

Gabriela Araújo
Por
Rodrigo Pacheco teve nome aprovado pela ampla maioria no Senado
Rodrigo Pacheco teve nome aprovado pela ampla maioria no Senado - Foto: Jonas Pereira | Agência Senado
Eleições 2026

A indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) será votada na manhã desta quarta-feira, 2, às 11h, no plenário da Câmara dos Deputados.

A informação foi confirmada pela assessoria do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). A expectativa é que o nome de Pacheco seja aprovado na casa sem dificuldade.

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Antes de chegar à Câmara, o nome foi aprovado no Senado pela ampla maioria na noite de terça-feira, 1º. Dos 81 senadores, 63 aprovaram a indicação e apenas quatro rejeitaram a condução do congressista ao TCU.

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Se aprovada, Rodrigo Pacheco passa a assumir o cargo deixado pelo ministro Bruno Dantas, que renunciou o espaço para se dedicar a “novos projetos". A renúncia foi encaminhada na segunda-feira, 31, ao presidente da Corte, Vital do Rêgo Filho.

Quantos votos é necessário para aprovação da indicação de Pacheco ao TCU?

Para ter o nome avalizado pela Câmara dos Deputados, a indicação de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, precisa ter 257 votos (maioria absoluta) dos 513 deputados federais.

Caso isso não aconteça, a indicação é arquivada pela Casa Legislativa e, posteriormente, haverá a abertura de um novo processo.

Aprovação acelerada

Pelo rito tradicional, uma indicação ao TCU passa primeiro por uma sabatina em uma comissão do Senado. Só depois o nome é levado à votação do plenário.

Alcolumbre, contudo, pulou essa etapa e levou diretamente o nome de Pacheco para votação dos senadores.

Para isso, o presidente do Senado se baseia na interpretação de que a Constituição não exige sabatina para os indicados ao TCU.

Rodrigo Pacheco após aprovação do seu nome no Senado
Rodrigo Pacheco após aprovação do seu nome no Senado - Foto: Ton Molina | Agência Senado

A pressa também está relacionada ao calendário eleitoral. Esta é a última semana de votações do Congresso antes das eleições.

O que faz um ministro do TCU?

Um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) tem a função de julgar e fiscalizar a aplicação dos recursos públicos federais, garantindo que o dinheiro do contribuinte seja utilizado de forma legal, eficiente e transparente.

Embora o órgão leve o nome de "Tribunal", o TCU não faz parte do Poder Judiciário — ele é um órgão de controle externo que auxilia o Congresso Nacional.

Principais Responsabilidades

  • Julgar Contas Públicas: Analisa e julga a prestação de contas dos administradores públicos federais (como presidentes de estatais e diretores de órgãos públicos) e de qualquer pessoa que utilize dinheiros ou bens da União.
  • Emitir Parecer Prévio: Analisa as contas anuais apresentadas pelo Presidente da República e elabora um parecer técnico para orientar a aprovação ou rejeição final por parte do Congresso.
  • Fiscalizar Obras e Contratos: Realiza auditorias e inspeções em obras públicas (como estradas, portos e aeroportos) e contratos de licitação para identificar fraudes, superfaturamento ou desperdício.
  • Aplicar Sanções: Pode aplicar multas a gestores, determinar a devolução de dinheiro aos cofres públicos (ressarcimento ao erário) e proibir empresas irregulares de participarem de licitações federais.
  • Analisar Concessões e Privatizações: Avalia a modelagem econômica de leilões e contratos de infraestrutura antes que sejam concedidos à iniciativa privada.
  • Fiscalizar Atos de Pessoal: Examina a legalidade de aposentadorias, pensões e nomeações no serviço público federal.

Quem é Rodrigo Pacheco?

Advogado criminalista, Rodrigo Pacheco tem 49 anos, nasceu em Porto Velho (RO), mas cresceu em Passos, no sul de Minas Gerais. Antes de iniciar a carreira política, ele foi conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em 2014, ele foi eleito deputado federal por Minas. Na Câmara, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ganhou projeção na análise das denúncias contra o então presidente Michel Temer (MDB).

Pacheco tentou a prefeitura de Belo Horizonte em 2016 e, dois anos depois, foi eleito senador. Chegou à presidência do Senado em 2021, com apoio decisivo de Alcolumbre, e comandou a Casa por dois biênios, até fevereiro de 2025.

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Câmara dos Deputados Rodrigo Pacheco TCU

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