POLÍTICA
Canetas emagrecedoras: Saúde fecha acordo com proposta mais alta
Produtos já começaram a ser produzidos em parceria com a FioCruz


A aquisição das canetas emagrecedoras pelo Ministério da Saúde, anunciadas como “novidade bombástica”, pelo ministro Alexandre Padilha, encareceu os cofres públicos após a escolha da farmacêutica responsável pela venda dos produtos.
A escolhida foi a EMS, principal fabricante de medicamentos genéricos do país, e foi selecionada pela Farmanguinhos/Fiocruz, que está sob o guarda-chuva da pasta.
Segundo a coluna Tácio Lorran, do portal Metrópoles, a gestão também tinha como opção o laboratório Biomm, que apresentou a proposta mais barata.
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Apesar de elencá-la com a mais cara, o colunista não citou o preço do produto. No contrato publicado no Diário Oficial da União (DOU) também não mostra o valor que será repassado à empresa.

O resultado divulgado, contudo, mostra que, no quesito preço, a EMS teve a pior nota. A Bionn recebeu 40 pontos, e a EMS, 20.
O empreendimento firmou contrato com prazo de cinco anos, com o início da contagem a partir do “fornecimento” do primeiro medicamento para o Ministério da Saúde.
Saúde rejeitou outras propostas
Antes, a Farmanguinhos também havia rejeitado outras duas parcerias com laboratórios vinculados aos governos de São Paulo e de Goiás. Os estados são comandados por Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ronaldo Caiado (União Brasil), respectivamente, ambos compõem o grupo de oposição ao governo Lula (PT).
A Fundação para o Remédio Popular (Furp), do governo paulista, e a Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego) apresentaram propostas tendo como entidades privadas parceiras, respectivamente, as farmacêuticas Blanver (brasileira) e Shilpa Medicare (indiana), de acordo com o colunista.
As propostas de parceria foram rejeitadas e, segundo documento atualizado no início de julho deste ano, ambas as demandas estavam em fase de análise de recurso.


