CASO BANCO MASTER
Caso Master: Alckmin defende que Tarcísio de Freitas seja investigado
Vice-presidente relembrou de negociação de R$ 5 milhões para campanha



O vice-presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu neste domingo, 6, que seja investigada a suposta relação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com o escândalo do Banco Master.
A cobrança ocorre após o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmar, em uma proposta de delação premiada, que uma doação de R$ 5 milhões para campanhas de Tarcísio e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022, teria sido negociada como propina.
“Não tem problema as pessoas fazerem doações para a campanha. A lei permite pessoa física, não jurídica. Agora, o que não pode é vincular isso a benefícios de governo, então cabe a investigação”, disse Alckmin em entrevista ao Metrópoles.
Segundo o relato de Vorcaro, R$ 2 milhões teriam sido destinados à campanha de Tarcísio e outros R$ 3 milhões à de Bolsonaro.
A suposta negociação teria envolvido Gilberto Kassab, presidente do PSD e ex-secretário de Governo e Relações Institucionais na gestão Tarcísio.
Naquele ano, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e também investigado na Operação Compliance Zero, foi o maior doador dos políticos.
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Crise no STF
Na entrevista, Alckmin classificou como “muito triste” a atual crise no Supremo Tribunal Federal (STF), que envolve ministros da Corte e o caso do Banco Master. Para o vice-presidente, os fatos devem ser investigados e eventuais responsabilidades, apontadas.
“Acho que tem que ter o que a sociedade espera, a população brasileira espera. Espera que haja investigação e que a investigação traga a verdade. Traga a verdade e que tenha consequências. Ninguém está acima da lei”, disse.
Alckmin também elogiou a atuação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na condução das investigações. Segundo ele, a Polícia Federal e o Ministério Público têm liberdade para atuar.


