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Deputados baianos criticam condenação de Bolsonaro: "Querem comparar a Lula"

STF formou maioria para condenar o ex-presidente

Vinicius Portugal
Por Vinicius Portugal
| Atualizada em
Capitão Alden, Diego Castro e Leandro de Jesus
Capitão Alden, Diego Castro e Leandro de Jesus - Foto: Divulgação

O voto da ministra Carmén Lúcia formou maioria no Supremo Tribunal Federal (STF) para a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta quinta-feira, 11. Segundo a magistrada, o ex-chefe do Executivo é culpado por organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.

Após a condenação, nomes do bolsonarismo baiano se manifestaram a favor de Bolsonaro. É o caso do presidente do PL Bahia, João Roma, que, por meio de nota, alegou que o Brasil está vivendo uma "ditadura velada".

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"Temos assistido com consternação e indignação a nossa democracia morrer um pouco a cada dia, através de um espetáculo midiático com contornos evidentes de perseguição política. Tanta luta para erguermos como patrimônio da nação e legado do povo uma Constituição cidadã, e hoje somos coagidos sob repulsa e dissentimento, a encarar o resultado dessa trama perversa. Não estão sentenciando o líder da direita no Brasil, estão condenando uma nação livre a viver a arbitrariedade de uma ditadura velada", bradou Roma.

Já para o deputado estadual Diego Castro (PL), a decisão dos ministros representa “mais um capítulo de uma perseguição política sem precedentes na história democrática do país”. Segundo o parlamentar, os magistrados pretendem criaram uma narrativa para incriminar Bolsonaro.

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“O que estamos presenciando é a tentativa de transformar um líder eleito por milhões de brasileiros em criminoso. Essa condenação não é contra Bolsonaro apenas, mas contra todos que acreditam na liberdade, na democracia e no direito de escolha do povo”, disparou Diego Castro.

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) criticou duramente o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF, afirmando que o processo se baseia em “conjectura, interpretação política e tentativa de criminalizar a oposição”.

"Cármen Lúcia diz que alguém planejou, alguém tentou, alguém executou. Mas onde estão as evidências? Onde está o ato de execução de Bolsonaro? Não existe! O que há é um processo construído para punir adversários políticos. Em direito, quando há dúvida, o réu deve ser absolvido. Democracia não é condenar por discurso. Democracia é respeitar a Constituição e aplicar a lei”.

A pré-candidata a deputada estadual Raissa Soares (PL) destacou que o processo representa uma tentativa de silenciar aqueles que defendem a liberdade, a democracia e o direito de escolha do povo.

“O que estamos presenciando não é apenas um julgamento: é uma tentativa de silenciar aqueles que defendem a liberdade, a democracia e o direito de escolha do povo. Transformar um presidente eleito em criminoso é um ataque à vontade popular”, enfatizou Raissa.

Por fim, o deputado estadual Leandro de Jesus (PL) destacou o voto do ministro Luiz Fux, que discordou da maioria dos magistrados e votou contra a condenação do ex-presidente, argumentando que o STF não teria competência para julgar o caso.

“O voto de Fux foi uma demonstração de coragem e de compromisso com a Constituição. Ele mostrou que ainda existem vozes no Supremo dispostas a preservar a imparcialidade e a legalidade”, afirmou Leandro.

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