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VITÓRIA DA OPOSIÇÃO?

Reviravolta no Congresso: queda de Jorge Messias entrega vantagem ao bolsonarismo

No plenário, os opositores do presidente Lula (PT) comemoram o feito histórico

Gabriela Araújo
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| Atualizada em

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Jorge Messias durante sabatina no Senado
Jorge Messias durante sabatina no Senado - Foto: Lula Marques | Agência Brasil

A derrota histórica protagonizada pelo Senado na noite de quarta-feira, 29, com a queda da indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), traz à tona a tônica da antecipação eleitoral, que deve dividir o país, em outubro, entre o lulismo e bolsonarismo, assim como em 2022.

Após a votação, que culminou na amarga derrota governista, a população assistia as comemorações dos opositores, com gritos como “Fora Lula”, ainda no plenário. Os ânimos exaltados e eufóricos se estenderam pelas redes sociais durante toda a noite de ontem.

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Um dos nomes da oposição, responsável por inflar a claque, foi o senador Flávio Bolsonaro (PL), que também disputa a cadeira do Palácio do Planalto, nas eleições deste ano. No X (antigo Twitter), ele escreveu:

Governo Lula acabou. GRANDE DIA
Flávio Bolsonaro - senador da República e pré-candidato à Presidência

Antes, o congressista afirmou que a queda de Messias representou a esperança de mudança do país.

“Por 42 votos a 34, o Senado fez história e evitou que a esquerda e o PT aparelhassem ainda mais o Estado e a Justiça. Podemos dizer com confiança que o Brasil tem futuro”.

Comemoração dos bolsonaristas após rejeição de Jorge Messias
Comemoração dos bolsonaristas após rejeição de Jorge Messias | Foto: Ton Molina | Agência Senado

Eco na Bahia: o embate eleitoral ganha força após queda de Messias

Na Bahia, o deputado estadual Leandro de Jesus (PL) foi um dos poucos a fazer afago a Flávio Bolsonaro após a derrota do AGU, induzindo a pauta para o debate eleitoral.

"Se Lula perde, o Brasil ganha. O governo Lula acabou. É questão de tempo para acabar este período sombrio para o nosso país. Messias mentiu descaradamente na sabatina, finge que é cristão, mas nos bastidores articula para interromper a vida de bebês no ventre de suas mães. Ele também se orgulhou ao mandar prender patriotas no 8/1. Hoje é um grande dia", afirmou o baiano.

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A reação dos aliados de Lula

O zumbido em Brasília deu conta de que o clima dentro e fora do Planalto entre os aliados do presidente Lula (PT) era de "terra arrasada". O revés inesperado também repercutiu entre os governistas.

O líder do governo, senador Jaques Wagner (BA), um dos responsáveis por bancar o nome do AGU para a Suprema Corte, afirmou que, ao contrário do que está sendo propagado, não foi Messias que “perdeu” ao ser barrado da Suprema Corte, mas sim o Brasil.

“Messias é um homem honrado e cumpre todos os requisitos constitucionais exigidos. Jorge Messias não perdeu a indicação ao Supremo. Quem perdeu foi o pacto constitucional, foi a Nova República. Foi o Brasil”, escreveu o senador.

Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), foi além e culpou o bolsonarismo pela derrota, afirmnando que houve chantagem política.

“A aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu na rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF. O Senado sai menor desse episódio lamentável”, escreveu.

Nova derrota de Lula x trunfo bolsonarista

Na manhã desta quinta-feira, 30, o Congresso Nacional se reúne para votar o veto presidencial ao projeto de lei da Dosimetria, isto é, que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros envolvidos na trama golpista do 8 de janeiro.

A expectativa dos congressistas é que o veto seja derrubado. Os bolsonaristas, e alguns nomes do centrão, por sua vez, iniciaram uma campanha nas redes sociais endossando a queda do veto.

“Hoje é dia de impor mais uma derrota ao Lula e mandar os presos políticos para casa. Nossa luta pela anistia geral e irrestrita continua. E até lá só precisamos deixar pais, mães e filhos voltarem para suas famílias”, disse a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

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Para a derrubada do veto, são necessários 257 votos de deputados e 41 votos de senadores.

Se a derrubada for concretizada, a oposição deve considerar o feito como o novo trunfo da oposição.

Assista ao vivo a sessão que analisa o veto da Dosimetria

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