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Flávio Bolsonaro acusa Lula de uso eleitoral no discurso da ONU

Candidato afirma que pronunciamento teria ultrapassado os limites institucionais

Alice Paulilo
Por
Flávio Bolsonaro acusa Lula de converter discurso para promoção pessoal
Flávio Bolsonaro acusa Lula de converter discurso para promoção pessoal - Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro
Eleições 2026

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, acusou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de desvirtuar a finalidade institucional do pronunciamento feito na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas e convertê-lo em instrumento de promoção pessoal e eleitoral. O discurso do presidente aconteceu em Nova York na última terça-feira, 22.

Junto a seu candidato a vice, Alfredo Gaspar, Flávio apresentou uma representação à Justiça Eleitoral contra o presidente Lula, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) acerca do caso.

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Os autores questionam o conteúdo do pronunciamento feito por Lula e alegam que a fala teria ultrapassado os limites de um discurso institucional de chefe de Estado. Segundo a representação, o conteúdo teria assumido características de campanha eleitoral e apresentado possível finalidade eleitoreira.

Referências à disputa eleitoral

Um dos principais pontos levantados na ação é a menção direta às eleições de 4 de outubro. Durante o pronunciamento, Lula afirmou que os brasileiros irão às urnas para “decidir entre democracia e negacionismo” e escolher entre um futuro com mais oportunidades ou o retorno a um passado de exclusão.

Para Flávio e Alfredo, a referência ao processo eleitoral reforçaria a alegação de que o presidente teria utilizado um espaço diplomático para abordar a disputa política no Brasil.

A representação também cita a menção feita por Lula quanto a redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6x1. O tema faz parte da agenda defendida pelo presidente e está presente no debate político e eleitoral. Para os autores da ação, a inclusão de pautas domésticas e propostas associadas ao cenário eleitoral seria outro elemento a ser considerado pela Justiça Eleitoral.

O documento classifica o pronunciamento como uma fala que teria sido “completamente desvirtuada e desnaturada”. Eles argumentam que existe o risco de trechos do discurso serem posteriormente utilizados em perfis, peças e outros materiais de campanha.

Por isso, a representação solicita a concessão urgente de uma tutela liminar. O objetivo é impedir que o conteúdo do pronunciamento seja aproveitado eleitoralmente enquanto o caso é analisado.

Precedente de 2022

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Como argumento jurídico, os autores recorrem a uma decisão tomada durante as eleições de 2022. Na ocasião, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisou a AIJE nº 0601180-27.2022.6.00.0000, que tratava de alegações de uso político de atos relacionados à atuação do então presidente Jair Bolsonaro em eventos internacionais.

Flávio e Alfredo pedem que o precedente seja considerado na análise do caso envolvendo o pronunciamento de Lula. A representação ainda será avaliada pela Justiça Eleitoral.

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acusação Flávio Bolsonaro justiça Lula

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