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Flávio Bolsonaro pode perder mandato de senador após fuga para os EUA

Suplente do liberal declarou voto em Lula na eleição de 2022

Yuri Abreu
Por
Senador Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Eleições 2026

A fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos pode custar a ele o seu cargo de senador no Congresso Nacional. No entanto, o processo não é tão simples, sem contar o fato de que o mandato do liberal na Casa está próximo fim, em fevereiro de 2027.

Em uma eventual perda do posto, quem assumiria o lugar do liberal seria o empresário Paulo Marinho, ex-aliado da família Bolsonaro — ele fez parte da chapa que elegeu Flávio Bolsonaro ao Senado em 2018.

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Na campanha de oito anos atrás, Marinho chegou a ceder sua casa, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para servir como base da campanha de Jair Bolsonaro à Presidência.

Rompimento e apoio a Lula

No entanto, em maio de 2020, ele rompeu publicamente com o grupo, após declarações do empresário sobre um suposto aviso prévio a Flávio a respeito de uma operação policial, e declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, em maio de 2020, Marinho afirmou que Flávio teria sido avisado por um delegado da Polícia Federal, entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2018, de que a Operação Furna da Onça atingiria a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e pessoas ligadas ao gabinete do então deputado estadual.

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Segundo o empresário, Flávio lhe contou o episódio em dezembro daquele ano e pediu ajuda para organizar a defesa jurídica. A operação investigava suspeitas de irregularidades envolvendo servidores da Assembleia, entre eles Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio.

Na ocasião, Flávio negou as declarações, classificou o relato como uma invenção e afirmou que Marinho pretendia ocupar sua cadeira no Senado.

Após a ruptura, Marinho presidiu o PSDB no Rio de Janeiro e, em 2023, filiou-se ao Republicanos. Em 2024, ele e a família Bolsonaro voltaram a se aproximar.

Como funciona a substituição no Senado

A Constituição Federal estabelece que o suplente pode ser convocado em caso de vacância do cargo, afastamento do titular para determinadas funções ou licença superior a 120 dias. Cada senador tem dois suplentes, chamados em ordem: no caso de Flávio Bolsonaro, Paulo Marinho é o primeiro e Leonardo Rodrigues, o segundo.

A saída do país, por si só, não provoca a perda do mandato parlamentar. Para que Marinho assuma definitivamente, seria necessário que a cadeira ficasse vaga, por exemplo, em razão de renúncia ou perda do mandato. Já uma licença superior a 120 dias pode permitir a convocação temporária do suplente.

A perda do mandato por faltas também é prevista na Constituição: o parlamentar não pode deixar de comparecer a um terço das sessões ordinárias de cada sessão legislativa sem justificativa legal. Nessa hipótese, a perda é declarada pela Mesa da Casa, assegurada a ampla defesa.

Mandato termina em fevereiro de 2027

O mandato de Flávio Bolsonaro no Senado vai até fevereiro de 2027, conforme o perfil oficial do parlamentar. Assim, caso Paulo Marinho fosse convocado para ocupar a cadeira antes do fim do período, exerceria o mandato apenas pelo tempo restante, salvo alguma mudança decorrente de decisão ou situação legal aplicável.

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congresso nacional Flávio Bolsonaro Senado

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