AÇÃO NO TSE
Flávio Bolsonaro pode ficar inelegível por ligação com milícia e caso Dark Horse
TSE abriu três novas ações contra senador e apura envolvimento de Eduardo Bolsonaro



O senador e ex-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pode ficar inelegível em meio a investigações de possíveis irregularidades em sua campanha presidencial. Novos processos abertos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o acusam de influência de organizações criminosas armadas na votação e tratam sobre o financiamento do filme Dark Horse, que teria recebido recursos solicitados ao banqueiro Daniel Vorcaro.
As três ações de investigação judicial eleitoral (Aijes) foram admitidas na quinta-feira, 5, pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, após pedidos apresentados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As apurações vão avaliar possíveis práticas de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação social.
Nesta etapa, o TSE analisou apenas os requisitos formais para o andamento das ações. As acusações serão examinadas durante a investigação. Em caso de condenação, Flávio e os demais investigados podem ser declarados inelegíveis.
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Ação investiga influência de milícias e facções
Uma das ações trata do possível impacto eleitoral do controle territorial exercido por organizações criminosas no Rio de Janeiro. A campanha de Lula aponta supostas ligações de aliados de Flávio com milícias e com o Comando Vermelho e questiona se a atuação desses grupos pode ter influenciado o processo eleitoral.
A investigação deverá apurar se o controle armado de territórios e a influência de organizações criminosas foram utilizados para beneficiar a candidatura do senador.
Filme Dark Horse também será investigado
Outra Aije tem como foco o filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro. A campanha de Lula sustenta que recursos solicitados ao banqueiro Daniel Vorcaro podem ter beneficiado a candidatura de Flávio, seja por meio do próprio longa-metragem como peça de propaganda eleitoral, seja por outras destinações dos valores, inclusive nos Estados Unidos.
O processo vai apurar se houve uso de recursos financeiros de forma irregular e eventual benefício eleitoral ao senador.
Eduardo Bolsonaro nos EUA é alvo de ação
A terceira investigação trata da atuação de integrantes da família Bolsonaro e de aliados nos Estados Unidos. O foco é a pressão exercida por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e outros apoiadores sobre o governo norte-americano para adotar medidas de retaliação contra o Brasil
Eduardo também é alvo de duas das três novas ações. Além dele, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa de Flávio, será investigado.
Com as novas decisões, Flávio passa a responder a nove Aijes no TSE. Entre os outros processos estão investigações sobre o canal de WhatsApp Tropa do Flávio, sua participação na Festa do Peão de Barretos e um possível favorecimento de redes sociais à candidatura.


